“Nós só queremos Miguel a Presidente!”. Foi com este grito eleitoral, cantado com o timbre típico do cantor Vasco Freitas que o PSD/M fez esta noite, no Poorto Santo, a sua reentrée política e arranque da máquina para o próximo embate eleitoral.
O largo do centro da Vila Baleira encheu-se de militantes a empunhar a bandeira laranja e branca e, no palco, Miguel Albuquerque agarrou o microfone, atacou os socialistas da retórica e, em contraponto, mostrou que o seu governo não trabalha para o PowerPoint mas executa no terreno as promessas.

Referiu-se à coligação “Somos Madeira” uma única vez sem falar do CDS. Os holofotes do discurso incidiram no desmascarar do “socialismo provinciano e assistencialista” do PS, na crítica à CDU, ao BE e à extrema-direita (leia-se Chega), que é contra as autonomias na Europa.

Sobre o PS, atacou “a bandalheira” na Educação, no continente, e a “pouco vergonha” do que se passa na saúde. Por cá, disse que o PS-M é “uma agremiação de ressentimentos”.
Miguel Albuquerque distribuiu duas prendas aos Portossantenses: o governo compromete-se a executar mais 9 buracos para o campo de golfe e vai fazer obras para melhorar a marina do Porto Santo.
Albuquerque agradeceu o trabalho do deputado Bernardo Caldeira, mas é tempo de ceder o lugar de deputado a Carla Rosado, uma professora que o PSD decidiu agora apostar.
Também o líder da Jota saltou para a frente do palco e o presidente da Câmara teceu elogios rasgados ao PSD. Aliás, Nuno Baptista anunciou que, com Miguel Albuquerque, volta à militância no PSD.
Na plateia, muitos secretários regionais, dirigentes políticos e deputados marcaram o ponto na festa de verão do partido, uns mais convencidos do que outros, ao mesmo tempo que outros concorriam o olhar com o telemóvel.
Descubra mais sobre Funchal Notícias
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.




