O líder do PS-M, Sérgio Gonçalves, assegurou este domingo que só o PS é capaz de concretizar uma mudança governativa na Região. Para o socialista, PSD e CDS ” estão disponíveis para trair os madeirenses apenas para se manterem no poder”.
Discursando no jantar integrado nas Jornadas Parlamentares do PS, que contou com a presença de António Costa, secretário-geral do partido e primeiro-ministro, o líder dos socialistas madeirenses disse que só o PS está em condições de ser a alternativa e o factor de mudança de que, em seu entender, a RAM precisa.
“Estamos aqui para responder aos problemas, para ser parte das soluções, ao lado das pessoas”, declarou, deixando ainda a garantia: “Seremos tão intransigentes como sensatos e responsáveis na defesa dos interesses da Autonomia regional, no território, na República e na União Europeia”.
Sérgio Gonçalves diz que o actual Governo Regional “está esgotado” e para mudar o status quo, apenas o voto no PS é útil, porque senão “será, no essencial, manter tudo como está”.
PSD e ao CDS, na sua opiniãol, cedera, aos populismos, à extrema direita, e “àqueles que estão disponíveis para trair os madeirenses e a própria democracia”.
O presidente do PS-M lembrou que há quase meio século que o PSD governa a Região e acusou “os de sempre” de terem “virado as costas aos interesses dos madeirenses e porto-santenses, estando focados em servir-se da Madeira apenas para benefício próprio”.
Referiu que as suas prioridades começam na Saúde, onde as listas de espera (que atingem os 120 mil atos médicos) duplicaram desde que Miguel Albuquerque tomou posse. O líder socialista promete implementar tempos máximos de resposta garantidos para que as pessoas sejam sempre atendidas dentro do tempo clinicamente recomendável. Caso o serviço público não consiga responder, possam recorrer ao privado, sem que tenham de o pagar. Neste campo, afiançou também que reabrirá os serviços de urgência dos centros de saúde de Santana e Porto Moniz durante a noite.
Por outro lado, o presidente do PS-M prometeu baixar os impostos, aplicando o diferencial fiscal de 30% em todos os escalões de IRS e no IVA, que descerá de 22 para 16%, de 12 para 9% e de 5 para 4%. Conforme referiu, num momento em que os madeirenses passam por enormes dificuldades, o Governo Regional, que tem a possibilidade de reduzir os impostos, não o faz, mas vai arrecadar mil milhões de euros em receita fiscal – a maior de sempre. Uma matéria em que sempre insiste.
Na Educação, Sérgio Gonçalves promete manuais escolares, transporte e alimentação gratuitos para todos os alunos até ao 12.º ano. Assume ainda o compromisso de celebrar um contrato-programa para apoiar a Universidade da Madeira em três milhões de euros anuais. Garantir casa digna a todos os madeirenses é outra das promessas do líder socialista, que, para tal, pretende fazer parcerias com todas as câmaras municipais.
Albuquerque, acusa, usa a Autonomia como “arma de arremesso político para esconder a sua incapacidade e a sua incompetência”. O Executivo madeirense desrespeita a Assembleia Legislativa da Madeira, onde foi aprovada por unanimidade uma proposta de revisão da Lei de Finanças das Regiões Autónomas, “colocando-a na gaveta e promovendo um trabalho à revelia do primeiro órgão de governo próprio da Região e dos deputados eleitos pela população”.
Gonçalves garante ainda que vai remodelar os tribunais e as esquadras de polícia da RAM, entre outras promessas eleitorais.
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