Rui Marote
“Roubará o Homem a Deus ? (…) e dizeis: Em que te roubamos? É nos dízimos e nas ofertas…” (livro de Malaquias).
A catedral manuelina do Funchal está num brinquinho. O seu restauro e conservação dos tectos mudéjares custou 1.161.228.00 euros, e a comparticipação da União Europeia foi de 987.043.80. O resto foi pago pela Secretaria Regional do Turismo e Cultura, entidade promotora.
Os turistas são os principais visitantes do templo.
O Estepilha, atraído por uma multidão de visitantes no adro, efectuou uma visita ao seu interior.
Está tudo modernizado com écrans. Panfletos em diversas línguas à entrada elucidam os visitantes sobre horários de cultos e condições de iluminação dos tectos.
Ao percorrermos todas as naves, em cada canto está uma caixa a aguardar uma oferta: uma moedinha ou uma nota.
No último capitulo do Antigo Testamento o profeta Malaquias diz-nos: “Trazei todos os dízimos e ofertas à casa do Tesouro para que haja mantimentos na minha casa e derramarei sobre vós Bençãos sem medida”.
Mas o que tem mesmo piada é que o Estepilha descobriu uma nova maquineta a entrar em acção junto ao Altar do Santíssimo. Ao introduzir-se uma moeda, as luzes do tecto do retábulo acendem e podemos contemplar e fotografar. Trata-se de um autêntico “parquímetro”.
Uma das cenas bíblicas que quase nunca ganha destaque na fala dos religiosos é a do vendilhão do templo.
Jesus encontrou no templo vendedores de bois, ovelhas e pombas e os cambistas que estavam ali sentados. Fez então um chicote de cordas e expulsou todos do templo. “Tirai isto daqui ! Não façais da casa de meu Pai uma casa de comércio”, exclamou. Estepilha!
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