Drones do Comando Operacional da Madeira foram avaliados para padrões NATO

Entre os dias 10 e 12 de Maio, decorreu a segunda edição do exercício DRONEX de 2023, continuando esta série de actividades operacionais dedicadas exclusivamente à operação de Sistemas Aéreos Não Tripulados, frequentemente designados pela própria abreviatura SANT, refere uma nota dos militares portugueses.

Esta edição, teve características particulares, sendo planeado e realizado dentro do conceito de exercício e “avaliação táctica” da NATO TACEVAL – Tactical Evaluation.

Segundo a informação enviada às Redacções, estes exercícios visam aferir os níveis de prontidão e eficiência das forças atribuídas à NATO segundo os padrões definidos por esta organização. Estas forças, após algum tempo de preparação e treinos, são submetidas a um intenso e rigoroso processo de avaliação por parte dos avaliadores NATO, por forma a avaliar as capacidades destas unidades, assim como de toda a logística, planos e procedimentos associados para destacar numa base avançada em ambiente hostil.

Utilizando um cenário ajustado às capacidades da Força, é desenvolvida uma sequência de incidentes visando a verificação de todas as capacidades para realizar as missões NATO atribuídas, de acordo com a forma como a unidade avaliada está declarada. A Força tem de demonstrar sustentabilidade conduzindo operações por um período prolongado de 36 a 54 horas, ininterruptamente. Tratando-se de uma Força expedicionária, é simulada a movimentação do dispositivo para diferentes cenários de operação.

Neste tipo de avaliação são montados diversos cenários críticos, envolvendo a simulação de situações reais de combate, acidentes, doenças, avarias e outras limitações, é referido.

A inovação, no caso deste exercício, foi aplicar todos estes princípios de avaliação, à pequena unidade de SANT do Comando Operacional da Madeira.

“Durante mais de dois meses, uma célula de três militares deste Comando, planeou no maior secretismo um conjunto de cenários e respectivas contingências, por forma a dar o maior realismo possível às missões. A surpresa e imprevisibilidade do desenrolar das acções, seriam assim as novidades que se constituía como, “a mais valia” deste exercício”, adianta a nota de imprensa.

Assim, foram criadas as condições para exercitar o mecanismo de activação do Centro de Operações do Comando Operacional, em operações, através da implementação do nível máximo de provimento de cargos, as capacidades máximas de exercício das funções de Comando e Controlo, em termos de pessoal e material, equipamentos. Pretendia-se também garantir a ligação de nível operacional, com o nível táctico, ou seja, quem estava no Centro de Operações com quem estava no terreno.

Foram planeados quatro objectivos específicos, cada um realizado numa missão dedicada. Começou-se com por realizar uma missão de “vigilância”, de acordo com o conceito de “ver sem ser visto”. Monitorizaram-se as acções e movimentações de uma equipa de Operações Especiais, que simulava estar escondida na serra. Num segundo momento, realizou-se uma missão de “Seguimento (Tracking)”. Sem a mesma força saber, fez-se o seguimento da deslocação desde a unidade de origem, até ao destino, na via rápida, em estradas secundárias e mesmo de montanha.

Foi necessário empenhar vários SANT, e deslocar as equipas por forma a nunca perder o seguimento às viaturas. No segundo dia e no terceiro momento de avaliação, realizou-se uma missão de Busca e Salvamento, em apoio às operações militares. Provocou-se o desaparecimento de um elemento da equipa de operações especiais no progresso de um trilho, sendo depois atribuída à equipa de SANT a missão de encontrar esse elemento.

Por fim, no último momento, exercer os procedimentos operacionais e os fluxos de informação previstos nos Planos em vigor, no apoio a operações na Madeira, em especial no apoio ao exercício POLEX, da Autoridade Marítima Nacional. Os SANT contribuíram com imagens aéreas para a identificação e controlo de uma mancha de poluição.

Todas estes incidentes, aconteceram em contexto real de operação para as equipas de SANT do Comando Operacional da Madeira, ou seja, não sabiam o que se ia passar, nem de que forma as coisas iam acontecer.

Neste programa, realizado pela primeira vez com SANT, aos objectivos da NATO de avaliar a prontidão e as capacidades das forças atribuídas, podem-se adicionar ao nível nacional as vantagens resultantes da validação dos planos, do treino, da adequação dos equipamentos e de todo o processo de preparação para o destacamento de meios e forças deste tipo.

O TACEVAL aos SANT do Comando Operacional da Madeira, foi uma demonstração de capacidade nacional para integrar uma força de maior dimensão.

Os resultados positivos mostram as potencialidades conseguidas pelos meios em utilização. A opinião de todos os intervenientes é unânime, todos consideram que as missões e os exercícios efectuados até então pela unidade, têm sido um acumular de sucessos e na maior parte dos relatórios de missão existem elogios ao apoio prestado pela equipa de SANT e ao conjunto de serviços disponibilizados à missão. Estes resultados foram encontrados na avaliação de três dimensões: Comunicação, Informação e Operação.

Neste exercício foram empenhados os oito SANT do Comando, seis operadores e realizadas 6 horas e 50 minutos de voo, sendo uma das missões realizada em voo nocturno.

No final, conscientes que se tratava apenas de uma simulação de padrões de avaliação NATO a uma equipa de SANT, de pequena dimensão, os resultados foram considerados muito positivos, uma vez que todos os objectivos foram atingidos. Durante o terceiro dia de exercício, foi preciso interromper o treino, para que uma equipa se deslocasse para uma solicitação real de busca de dois desaparecidos no mar na costa norte da Madeira.


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