O PCP associa-se à manifestação promovida pelo movimento sindical unitário no próximo 1.º de Maio, Dia do Trabalhador, no Funchal, e apela à participação ativa dos trabalhadores da Região, refere numa nota de imprensa.
“Neste Dia do Trabalhador, é essencial afirmar de forma clara a rejeição do “Pacote Laboral” que o Governo da República, em conluio com o Governo Regional, pretendem impor a quem vive do seu trabalho. Trata-se de um conjunto de propostas que, no essencial, agravam a exploração, fragilizam direitos e colocam em causa conquistas históricas dos trabalhadores”, refere o partido.
O Governo opta por contornar a concertação social, reunindo com associações patronais e com a UGT, excluindo a CGTP, numa tentativa de garantir apoios para medidas profundamente negativas. Em causa estão propostas que promovem baixos salários, facilitam despedimentos, aumentam a precariedade e desregulam horários de trabalho, um caminho de mais instabilidade e injustiça social.
Os trabalhadores da Região têm razões acrescidas para sair à rua e fazer ouvir a sua voz no próximo 1º de Maio Dia do Trabalhador, exalta o PCP.
“Na Região Autónoma da Madeira, a exploração e injustiça laboral são ampliadas por 50 anos de política de exploração e empobrecimento promovidas pelas Governações do PSD com ou sem CDS ao serviço dos senhorios e dos grupos económicos regionais nacionais e estrangeiros. Na Região persiste o salários médio liquido mais baixos do País, enquanto o custo de vida continua a subir. Os trabalhadores do sector privado continuam injustamente excluídos do subsídio de insularidade, ao contrário do que acontece na Administração Pública. Ao mesmo tempo, o acesso à habitação representa um peso cada vez mais insustentável para as famílias”.
Sectores fundamentais da economia regional, como a hotelaria, restauração, turismo e construção civil, continuam marcados por vínculos precários, horários desregulados e instabilidade laboral. A isto somam-se promessas sucessivamente adiadas pelo Governo Regional quanto à valorização das carreiras e à melhoria das condições de trabalho, nomeadamente na Administração Pública e nas IPSS, dizem os comunistas.
Perante esta realidade, o PCP afirma: não há neutralidade possível. Só com a luta organizada dos trabalhadores será possível travar este pacote laboral e construir uma política alternativa que valorize os salários, os direitos e a dignidade de quem trabalha, e a jornada de Luta do 1º de Maio é fundamental para a afirmação da luta dos trabalhadores.
O PCP apela, assim, à participação massiva dos trabalhadores e da População em geral na manifestação do 1.º de Maio, promovida pela União dos Sindicatos da Madeira (USAM), com concentração às 10h00 junto à Assembleia Legislativa da Região Autónoma da Madeira, seguindo em direcção ao Jardim Municipal.
“A história demonstra que foi a luta que conquistou direitos. E será, novamente, a luta determinada, colectiva e consciente que permitirá defender e avançar conquistas”, declara este partido.
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