PS-M entende que a TAP deve rever a frequência dos voos para a Madeira

A presidente do PS-Madeira esteve hoje reunida com representantes do grupo Air France KLM, uma das empresas que está na corrida no âmbito do processo de privatização da TAP.

Célia Pessegueiro enalteceu a postura da empresa de querer ouvir os vários parceiros na Região, dando conta das suas intenções em relação à aquisição da companhia de bandeira e mostrando abertura para perceber as preocupações dos madeirenses quanto a este processo, refere uma informação dos socialistas.

O foco da reunião foi, precisamente, o serviço prestado aos residentes, sendo que a condição insular da Região e a sua dependência do transporte aéreo foi um dos assuntos em cima da mesa, com a líder dos socialistas a sublinhar a importância de rever a frequência dos voos para a Madeira. Uma questão que, aliás, mereceu toda a atenção dos representantes da empresa, alegando que esta já conta com larga experiência nesta matéria, dadas as ligações com as regiões ultraperiféricas francesas.

Outra preocupação manifestada por Célia Pessegueiro tem a ver com a necessidade de a TAP manter responsabilidades de serviço público, algo fundamental para os residentes na Região, por ser este o único meio de transporte de passageiros de e para a Madeira e o Porto Santo. Por outro lado, é igualmente crucial assegurar a ligação aos países da diáspora, particularmente a Venezuela e a África do Sul, onde estão radicadas expressivas comunidades de emigrantes madeirenses e lusodescendentes.

O valor das viagens entre a Madeira e o continente também foi abordado, com a presidente do PS-M a referir que a liberalização da linha tem feito disparar os preços e a chamar a atenção que, apesar do subsídio de mobilidade, as viagens estão a valores incomportáveis para muitos residentes, que ainda têm de adiantar a totalidade do valor das passagens.

De acordo com Célia Pessegueiro, este ou outro grupo que venha a entrar no capital da TAP deve ter esta questão em atenção, até porque esta é uma linha rentável, não só porque há muitos residentes com necessidade de viajar, como muitos turistas a visitar a Região. “Julgamos que seria importante haver uma atenção particular com as viagens entre a Madeira e o território continental, garantindo uma baixa de preços para os residentes, ao contrário daquilo que se tem verificado nos últimos tempos”, referiu.


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