O presidente do PS-M, Sérgio Gonçalves, veio defender ontem que a Lei da Paridade seja aplicada na Região, deixando a garantia que o partido respeitá-la-á na composição da lista de candidatos para as eleições legislativas regionais deste ano. No debate ‘Abril, Mulheres e Democracia’, promovido pelas Mulheres Socialistas da Madeira, Sérgio Gonçalves criticou o Governo Regional e a maioria PSD-CDS que o suporta na Assembleia Legislativa da Madeira por não darem “passos concretos para aprofundar o nosso sistema democrático e os direitos, liberdades e garantias que foram conquistados”.
Exemplo disso, apontou, é o que acontece em relação à Lei da Paridade, que garante ao género menos representado uma quota mínima de 40 % em actos eleitorais. Como referiu, isso não é uma realidade na Região, mas, mesmo não sendo obrigatório, o PS é o único partido que respeita a lei, assegura.
“O que nós gostaríamos era de ver a Lei da Paridade reflectida na Lei Eleitoral e que fosse uma obrigatoriedade para todos os partidos ter os 40% do género menos representado nas listas”, disse Sérgio Gonçalves, lembrando que em 2019 isso já foi uma realidade nas listas do PS e garantindo que o mesmo voltará a acontecer nas listas para as eleições regionais deste ano.
Por seu turno, a presidente das Mulheres Socialistas da Madeira acusou Miguel Albuquerque de ter sentido a necessidade de vir a público dizer que não fará coligação com o CHEGA, “neste momento”.
O mesmo Miguel Albuquerque que, recorda, “andou num namoro às claras com o CHEGA”, recebeu o líder deste partido na Quinta Vigia e afirmou que este era “um partido como outro qualquer”, indiciando assim que estava disponível para uma futura coligação.
“O namoro não acabou, apenas agora se fará mais às escondidas, pois Albuquerque continua a deixar a porta aberta ao CHEGA, reservando a possibilidade de coligação para um momento futuro que não é este”, em que “estará disponível para dar a mão, ao racismo, à xenofobia e à homofobia”, alertou.
Já Lígia Amâncio, socióloga e professora catedrática de Psicologia Social, foi uma das oradoras convidadas para a iniciativa, que se inseriu no âmbito das ‘Conversas sem Tabu’, tendo alertado para o facto de a igualdade e as políticas para a igualdade se encontrarem ameaçadas.
O debate contou igualmente com a participação da presidente das MS-ID, Elza Pais.
Descubra mais sobre Funchal Notícias
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.






