PTP manifesta indignação por crescente número de episódios de comportamentos alterados na RAM

O Partido Trabalhista Português veio manifestar a sua indignação pelos últimos acontecimentos noticiados e inclusive constatados “in loco” “de varias situações graves, que afectam o consciente colectivo, em termos emocionais, da cidade e da Região Autónoma da Madeira”.

Os trabalhistas referem-se ao número crescente de “episódios de comportamentos alterados, em contexto de violência física e verbal, que colocam em risco a sua própria integridade física e a de terceiros de uma faixa específica da população sem-abrigo, comportamentos, que carecem de apoio e intervenção de estruturas próprias, as tais dos comportamentos aditivos e dependências associadas. Basta estarmos atentos ás ultimas noticias, graves, neste contexto, para se exigir, uma intervenção da SRS/RAM”.
O Partido Trabalhista, atento à opinião de reputados psiquiatras na RAM, vem assim, apelar, ao SRS/RAM “um olhar, e uma intervenção específica e cuidada do estado do serviço de psiquiatria na Região Autónoma da Madeira e respectiva integração no SESARAM, como um serviço, capaz de intervir, no momento certo e adequado, e não em regime de chamada avulsa: carece a actual estrutura física na urgência, de uma estrutura vocacionada apenas para o atendimento de utentes do foro psiquiátrico, uma estrutura, que funcione em rede colaborativa, com as actuais instituições de internamento da região, uma rede que integre a participação do Ministério Publico e das polícias, uma vez, que muitas situações podem obrigar a internamento compulsivo”.
“É importante que no SESARAM, e no Hospital Nélio Mendonça, exista para a psiquiatria, uma unidade de internamento específica, e uma via verde para o atendimento psiquiátrico que funcione. É inaceitável, as situações que têm acontecido e reportadas por cidadãos, que se deslocam ao serviço de urgência. Não podemos ter indivíduos alienados, que dividem o mesmo espaço de espera e de atendimento, apresentando comportamentos, que podemos classificar, de elevado risco, e que comprometem a segurança de profissionais e de terceiros, utentes e acompanhantes”.
Por outro lado, o número de suicídios aumenta, e alguns acontecem depois de passarem pelo serviço regional de saúde, circunstâncias inaceitáveis e intoleráveis “e que inclusive carecem de investigação por entidades competentes”.

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