
Sérgio Marques está a ser ouvido neste momento no parlamento regional, no âmbito da comissão constituída para analisar as suas polémicas declarações e aferir do eventual favorecimento de grupos económicos e de obras “inventadas” que não eram necessárias. O depoimento do antigo membro do Governo Regional está a ser transmitido em directo pela RTP-M e nele, Sérgio Marques reiterou as declarações que prestou à imprensa nacional, salientando contudo que se trata de opiniões, que não se reflectem necessariamente em realidade factual. No entanto, houve uma situação fulcral na qual se manteve irredutível: existe monopólio de facto nos portos da Região, e em 30 anos, o Governo Regional não conseguiu mudar a situação, afirmou.
Considerando que não existe concorrência nas actividades portuárias na Região e que tal se reveste de um carácter anómalo, Sérgio Marques disse achar que o conceito de monopólio não pode ser mudado só porque o empresário Luís Miguel Sousa considera que tal classificação não se lhe aplica. Recorde-se, por outro lado, que, numa entrevista ao FN, Sérgio Gonçalves, líder do PS-M, considerou que “não há monopólios na RAM”, e que se existem, são “monopólios legais”.
No seu entender, a entidade reguladora do sector deveria intervir na actual situação portuária, não percebendo Sérgio Marques como ainda tal não aconteceu.

Já quando ao empresário Avelino Farinha, o ex-deputado do PSD declarou que o mesmo o queria efectivamente afastar do sector das obras públicas e de responsabilidades no mesmo enquanto governante. Isto porque Sérgio Marques pretendia agir com equidistância, sem prejudicar nem beneficiar ninguém, asseverou.
Referindo-se ao termo utilizado quanto a “obras inventadas”, esclareceu tratar-se de uma metáfora para definir trabalhos que não eram prioritários.
No entanto, e apesar das declarações acima referidas, Sérgio Marques negou ter sido pressionado pelo presidente do Governo Regional ou pelos empresários como Avelino Farinha ou Luís Miguel Sousa, para alterar decisões suas.
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