“Confiança” lamenta “desrespeito” da CMF pelo interesse público

Após a reunião de câmara desta semana, a equipa da “Confiança” veio lamentar o facto da maioria PSD que governa o Funchal “ter desistido de defender o interesse público e pautar o seu comportamento pela falta de transparência em prejuízo dos funchalenses”.

Afirmações que surgem na sequência não só do chumbo da proposta da Confiança que desencadeava o processo de classificação do conjunto de Interesse Municipal do núcleo urbano da Foz da Ribeira Gonçalo Ayres, do forte dos Louros e do Miradouro do Lazareto, mas também pela anulação de alinhamentos na planta da cidade e a construção de uma estrada que iria ligar a Quinta Deão ao Vale Formoso e que constituiria uma importante alternativa à fluidez do trânsito, refere nota da coligação.

Reagindo ao chumbo da proposta que “salvaguardaria o património existente no local onde, há 600 anos, os homens de Zarco desembarcaram pela primeira vez no Funchal, o vereador Miguel Silva Gouveia refere que “nada justifica a opção do PSD em não querer preservar um espaço desta importância para a identidade do Funchal”, questionando-se sobre “os motivos do actual executivo, ao obrigarem a ficar desprotegido um local tão cobiçado por apetites imobiliários”.

O autarca concluiu afirmando que “a Confiança continuará a desenvolver esforços para a defesa do interesse público pelos meios administrativos e legais ao seu dispor, sempre com transparência, responsabilidade e espírito de missão com que servimos os funchalenses”.

Nos demais assuntos da Ordem de Trabalhos há a relevar o voto favorável da Confiança à atribuição de benefícios fiscais à reabilitação urbana de dois imóveis no centro da cidade, à doação ao Município do Funchal do “Monumento ao Combate Madeirense no Ultramar” e a um protocolo com os Serviços Sociais da CMF no valor de 26,7 mil euros.

No Período Antes da Ordem do Dia (PAOD) todos os vereadores da Confiança continuaram a colocar questões propostas por munícipes, nomeadamente esclarecimentos sobre:

  • A descoordenação na organização da prova de rali que provocou o caos no trânsito na cidade na última sexta-feira e as trotinetes espalhadas ao abandono nos passeios.
  • A falta de fardamentos e equipamentos de protecção para os trabalhadores municipais e os motivos que estão a levar os dirigentes a desistir dos cargos, como aconteceu com o Departamento de Economia e com a Divisão de Mercados.
  • A falta de limpeza recorrente na zona da estrada Monumental, num problema de saúde pública e de carências sociais, que contribui para a insegurança da cidade.
  • O pedido para promover um apoio de recuperação de uma moradia na zona do Galeão em São Roque, onde vive uma família numa situação muito precária.
  • As dificuldades manifestadas por vários munícipes em agendar reuniões com os vereadores ou a se inscreverem nas reuniões públicas.