João Rodrigues partilha com os alunos do “Liceu” a paixão pela vela, o curso de engenharia e a missão de chegar mais aos jovens

João Rodrigues mostrou que é possível conciliar o desporto de alta competição com os estudos superiores. Fotos FN.

João Rodrigues trocou o seu gabinete de diretor regional de Juventude para partilhar o seu percurso de vida com os alunos de três turmas dos cursos CEF (CEF61, 62 e 41) da Escola Secundária Jaime Moniz. Uma vida de histórias de resiliência, de descoberta precoce de uma paixão – a vela – da necessidade de conciliar o desporto de alta competição com o curso superior de engenharia, do sucesso olímpico e da missão política de hoje conseguir comunicar com os jovens, respondendo aos seus anseios através da Direção Regional de Juventude.

A paixão pela vela levou-o a patamares nunca antes pensados.
No final da palestra, um momento musical com o diretor regional de Juventude, interpretado pelos alunos do CEF61, com a colaboração ativa do docente Marco Ribeiro.

A iniciativa nasceu no âmbito da disciplina de Português, tendo por base o tema estruturante da obra de Fernando Pessoa, o heroísmo da Mensagem. De forma colaborativa, alunos e professores das turmas dos cursos CEF de Informação e Animação Turística e Gestão do Ambiente juntaram-se e organizaram, hoje, uma palestra diferente, com mensagens preparadas pelos alunos sobre o orador, uma carta-aberta e o debate, seguido de um momento musical, com a orientação do docente Marco Ribeiro que procurou puxar pelos talentos musicais dos alunos.

No seu estilo informal e dialogante, João Rodrigues admitiu aos estudantes que a sua “grande sorte foi descobrir uma paixão muito cedo ( 9 anos). Depois, tudo se foi construindo”. Desde então, a sua caminhada foi sendo trilhada com “um significado” e, ao longo dos anos, teve a oportunidade de verificar que a utopia de fazer algo na perfeição era possível realizar-se.

Falou-se da paixão da vela. Professor e aluno, numa interpretação da canção de Rui Veloso, “A Paixão”.

Durante alguns minutos, os alunos puderam escutar as experiências das sete participações olímpicas de João Rodrigues, mas também a importância de conseguir concluir o curso  e engenharia no Instituto Superior Técnico. “O curso de engenharia deu-me a ferramenta mental para gerir depois a minha carreira desportiva, as 50 e tal variáveis que a vela exige a um atleta”.

Neste momento, como diretor regional de Juventude, o principal desafio é perceber a linguagem da juventude e, sobretudo, fazer chegar a informação a este segmento especial, dando-lhe também voz. Para João Rodrigues, os jovens são o presente de uma nação e é neste contexto atual que precisam de ser lidos e informados. Por isso, estão a ser estudados caminhos inéditos de divulgação da informação, também na escola, através dos jovens, recorrendo a suportes tecnológicos conhecidos.