Lopes da Fonseca levou preocupações do CDS a Rogério Gouveia

À saída da reunião com o secretário regional das Finanças, Rogério Gouveia, para auscultação previa aos partidos na Assembleia Legislativa para a preparação da proposta do Orçamento da Região para 2023, o líder parlamentar do CDS-PP Madeira, António Lopes da Fonseca, acompanhado pela deputada Ana Cristina Monteiro, disse ter transmitido ao governante algumas preocupações do partido.

Nomeadamente, a continuação do desagravamento fiscal, nos 3.º e 4.º escalões do IRS, onde, se possível, possa haver uma redução no máximo permitido pela Lei das Finanças Regionais.

No entender do parlamentar centrista, essa redução de 30% nos 3.º e 4.º escalões de IRS seria uma medida importante para os madeirenses, sobretudo para a classe média, uma vez que nos 1.º e 2.º escalões já existe essa redução fiscal.

Outro assunto que os deputados do CDS querem ver plasmado no Orçamento para 2023 é a continuidade do investimento nas famílias e, em particular, as empresas, uma vez que são estas que criam emprego e impulsionam a economia da Região.

Segundo Lopes da Fonseca, esta preocupação foi assente pelo secretário regional das Finanças. Essa tem sido umas das prioridades do Governo Regional.

Com estas duas medidas, o CDS-PP Madeira pretende ver, em 2023, por um lado, o desagravamento fiscal e, por outro lado, a continuidade do investimento no motor da economia regional.

Para além destas propostas, o líder parlamentar mostrou-se preocupado em que o próximo orçamento contenha uma “reserva orçamental” para fazer face a algumas dificuldades, que não sejam agora previsíveis, mas que possam vir a acontecer, decorrentes do aumento da inflação, o escalar da guerra no leste da Europa ou outras, que poderão vir a afectar as famílias e empresas regionais.