Liberais dizem que falta estratégia de promoção turística do Governo Regional

A Iniciativa Liberal diz que nos últimos dias tem tido informações que dão conta de uma redução de reservas para a Madeira na operação Inverno, mais concretamente, a partir de Janeiro. Trata-se, diz a IL, de uma quebra mais significativa com o mercado alemão. Porém, é de prever que o mesmo aconteça com outros mercados como o inglês, por via da crise de inflação e de energia em que vivemos.

“Quem se queixa são os agentes de viagens e os hoteleiros, mas o Sr. Secretário do Turismo não sabe de nada”, dizem os liberais.

“Ao fazermos uma breve e não exaustiva busca por informação, não foi difícil saber que a Sundair deixará de operar para Bremen e Düsseldorf, a Corendon reduz todas as operações significativamente (Colonia, Düsseldorf, Nuremberga, Hanôver, Munster), a Eurowings cancelou, por agora, uma frequência (Düsseldorf). Só com isto falamos de milhares de entradas”, aponta o partido.

“O destino Madeira teve, sem qualquer dúvida, e dadas as circunstâncias, um excelente 2022. Em Novembro já aí vem um arrefecimento. O que tivemos este ano, está longe de ser esperado em 2023. Egipto, Turquia e Tunísia, estão com promoções muito agressivas e da nossa parte a resposta é pouca ou nenhuma. Não há uma política de promoção estruturada, que nos diferencie dos outros, que seja apelativa. Não há um plano concreto, uma estratégia de promoção do destino. Vivemos de medidas desgarradas e sempre na direcção do vento. O que conta são os prémios do clique… um drama não o termos ganho este ano. Ainda veremos alguém defender uma relação de causa/efeito entre os World Travel Awards e esta quebra de dormidas”, ironiza a IL.

A passividade em relação a 2023 é muito preocupante, consideram os liberais. Os agentes ajustam-se, medem constantemente o mercado fazendo benchmark, de modo a aferir o aprimoramento de processos, produtos e serviços. A conversa oca e “achista” do costume, nada lhes diz. Arrefecer expectativas e agir de imediato no mercado seria do mais elementar bom senso, defendem.

“Mas não, no meio disto tudo, Miguel Albuquerque disse, alto e bom som para quem o quis ouvir, que “já temos marcações a partir de Abril muito significativas”. Dos contactos que efectuámos ninguém confirmou nada disto. Das duas uma, ou o Presidente do Governo sabe de coisas que nem os hoteleiros sabem, ou mentiu. Houve quem nos dissesse que “daqui até Abril é um mundo de tempo, só cerca de um mês antes é que se pode afirmar com essa determinação qual o panorama em que vamos viver”.

Se 2023 for um bom ano turístico, afastamos o cenário de recessão. Se isso não acontecer sofreremos bastante. É o problema de termos a economia sustentada por um único produto, o turismo. Uma verdadeira monocultura, diz Nuno Morna, da IL.