O MPT veio considerar, num comunicado, que “o ser humano é um ser social, pelo que precisa de interagir com outros seres humanos num ambiente saudável e franco. Na região, as pessoas só confiam no máximo em duas ou três pessoas, o que demonstra que as relações estão muito viciadas”.
“Vivemos numa região dominada pela política. Temos que ter cuidado com quem somos vistos, com quem falamos, o que dizemos para não sofrer perseguições políticas”, assegura o MPT.
“A partidarização laranja do Governo Regional leva à nomeação de “comissários políticos”, incompetentes para cargos de chefia, o que afecta o equilíbrio psicológico dos funcionários. Esta partidarização leva a que os trabalhadores comuns não confiem na Administração para defender os seus direitos, nomeadamente na inspeção regional do trabalho e nos tribunais, o que leva a abusos por parte dos empregadores e ao desequilíbrio psicológico nos trabalhadores e suas famílias”, denuncia o partido.
“Resumindo, o cidadão comum regional não pode conviver à vontade com quem quer, leva com chefias incompetentes, não pode contribuir com a sua opinião para a Sociedade (a não ser anonimamente),e não confia nas autoridades para o ajudar numa situação de injustiça ou mesmo ilegalidade, pelo que vive em constante mal-estar”, diz o MPT. Daí situações recorrentes de instabilidade no campo da saúde mental.
Por fim, o MPT considera que os fundos investidos na saúde mental serão sempre escassos enquanto os problemas de base não forem resolvidos.
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