JPP critica estacionamento no Largo do Colégio, mesmo que agora reduzido

O JPP veio hoje criticar o executivo de Pedro Calado, “depois de inúmeras afirmações em público de que (…) iria avançar com um parque de estacionamento megalómano no centro da cidade, em zona protegida, mais especificamente no Largo do Colégio do Funchal, rodeado por vários edifícios classificados e outros de interesse patrimonial”.

O porta-voz da concelhia do Funchal, Emanuel Gaspar referiu que “a partir de agora os madeirenses que não concordem com o atentado ao património edificado, não concordem com a visão antiquada camarária, que não queiram mais poluição no centro da cidade, que não queiram mais trânsito nas artérias principais do Funchal e que queiram que o Funchal seja uma cidade moderna, evoluída e que segue as diretivas e recomendações europeias, podem assinar uma petição pública que visa impedir a construção de um parque de estacionamento para 500 viaturas (outrora 1 500) sob a Praça do Município do Funchal”.

Emanuel Gaspar aproveitou também para realçar que “a lei obriga a que a 50 metros para além de edifícios classificados … não se pode construir, não se pode adulterar, aqui há uns anos, numa vereação anterior, a Câmara Municipal queria alargar apenas o passeio público aqui da Praça até junto do edifício da Câmara e o Governo chumbou, era quase uma intervenção cirúrgica, agora fazer um grande buraco na praça do Município já é possível…” realçando a incoerência patente na construção do referido parque de estacionamento subterrâneo.

Na oportunidade, realçou ainda uma outra incoerência do actual executivo, recordando as palavras do Presidente da Câmara do Funchal, Pedro Calado, que recusou a construção do supermercado LIDL, na zona da Cruz Vermelha, por ser uma “zona central histórica de edificação bastante antiga“, tendo Emanuel Gaspar duvidado da razão para os dois pesos e duas medidas, relativamente à zona do Colégio.