EEM anuncia reforço da aposta nas energias renováveis

A Empresa de Electricidade da Madeira (EEM), através da ENEREEM – Energias Renováveis, Lda, empresa participada para a área da energia eólica e detentora do Parque Eólico do Paul, voltou a lançar o Procedimento Concursal com vista ao Fornecimento do Projecto de Sobre-equipamento ENEREEM – Parque Eólico do Loiral III.

Este projecto, refere uma nota enviada às Redacções, visa o cumprimento de um dos objectivos definidos pelo Governo Regional da Madeira, no que concerne às metas de integração de energias renováveis no mix de produção da Região, reforçando a sua forte aposta nos recursos naturais, diminuindo a importação de combustíveis fósseis e reduzindo as emissões de carbono, tornando a Região cada vez mais autónoma em termos energéticos.

Este novo concurso, que acresce mais uma máquina, com o valor de 12,7 Milhões de euros, consiste na instalação de 3 aerogeradores, sendo composto por 2 aerogeradores no parque eólico Loiral III, com uma potência unitária na gama superior a 3,4 MW, perfazendo uma potência instalada mínima 7 MW, no Paul da Serra.

A ENEREEM irá aproveitar o relançamento do concurso para a concretização do reequipamento do Parque Eólico Paul com um novo aerogerador de potência unitária nominal, substituindo os 5 aerogeradores existentes de 660 kW que contam já com 22 anos de operação e em fim de vida útil, compreendida entre 3,3 e 4,5 MW (constituindo esta a gama de equipamentos mais comuns no mercado).

Este investimento nos 3 aerogeradores irá proporcionar uma estimativa de produção da ordem dos 30 GWh/ano, o que significa energia suficiente para alimentar 5.000 consumidores.

Este incremento no número de máquinas no novo concurso irá permitir obter uma economia de escala, nos transportes marítimos e terrestres (condicionantes ao nível das estradas e rotundas que afectam a população da zona oeste), montagem, comissionamento, entre outros, reza o comunicado enviado às Redacções.

Este reequipamento representa uma possibilidade única de aumento da produção de energia de fonte renovável e para o cumprimento das metas do PNEC 2030 (Plano Nacional Energia e Clima 2021-2030), sem implicações na ocupação do território e sem qualquer impacto acrescido no ambiente ou paisagem, sendo esta última beneficiada pela diminuição do número de aerogeradores.


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