O autismo é uma questão que aflige muitos pais. Ao encontro das preocupações dos mesmos surge a partir de hoje um testemunho em primeira mão, de Natacha Inocêncio, mãe de Flor, uma menina diagnosticada com esta condição. Disponível no link https://www.facebook.com/floreoteunome, esta jovem mãe quis nele transmitir as suas experiências, alegrias e tristezas.
“O desenvolvimento da Flor ocorreu sempre de forma normal, uma bebé de sorriso fácil, muito feliz e comunicativa, fazia adeus, batia palminhas, apenas não gostava de colo de outras pessoas. Por volta dos 18 meses começamos a notar uns movimentos específicos que ela fazia com a mão quando estava feliz. Por volta dos 23 meses começou a andar de bicos de pés. E a fala continuava atrasada. Estes foram os primeiros sinais”, contou Natacha Inocêncio ao FN.
“Aos 2 anos e 9 meses tivemos o diagnóstico de autismo. Apesar de já termos a certeza antes da consulta, ouvir a palavra vinda do médico torna tudo muito real, muito intenso. No início senti que queria apagar a realidade e seguir, mas sabia que ia ter de encarar a verdade. Quando comecei a pensar e a permitir me sentir o que tinha que sentir, foi doloroso, bastante dolorosos, afinal era a minha bebé.. Porque a ela? Pensava eu.. Parece que não há como seguir em frente, sentia todas as saídas bloqueadas e envolvidas no nome autismo, terapias, diagnóstico… Até que comecei a precisar desabafar e foi nesta fase que iniciei textos quando me deitava nos rascunhos do meu telemóvel. De Junho 2021 a Maio 2022″, refere.
Acabou por transformar esses apontamentos num livro, ilustrado por Pedro Ruivo. Obteve o apoio da Fundação “Vencer Autismo” do Porto, e avançou para a publicação.
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