IL questiona descarbonização dos Portos da Madeira

A Comissão Europeia selecionou 135 projectos de infraestruturas de transporte para subvenções da UE no total de 5,4 mil milhões de euros, de um total de 399 propostas de projectos, submetidas no âmbito do Connecting Europe Facility (CEF), constata a Iniciativa Liberal/Madeira.
“A União Europeia está, mais uma vez, a investir no futuro dos seus cidadãos, apoiando a criação de um sistema de transporte sustentável, verde, seguro e inteligente.  Os projectos que seleccionámos, que abrangem todos os modos de transporte nos Estados-Membros, ajudarão a impulsionar a recuperação pós-pandemia COVID-19 na UE, injectando milhões na economia real e garantindo uma infraestrutura de transporte de nova geração para as nossas empresas e cidadãos.” Foi esta a justificação do alcance do programa, dada pela Comissão Europeia, refere a IL.
Na imprensa regional de ontem foi possível ler o entusiasmo da presidente da APRAM – Administração dos Portos da Região Autónoma da Madeira, Paula Cabaço, sobre o assunto, acrescenta o partido.
A Acção relaciona-se com o desenvolvimento de um pacote coordenado de estudos técnicos, financeiros e ambientais, que irá investigar a viabilidade de introduzir o fornecimento de energia em terra nos três principais portos da região da Madeira.
O programa 21-PT-TG-GREEN PORTS MADEIRA, visa acelerar a descarbonização dos portos da Madeira, região ultraperiférica. A UE contribui com 598.000 €. A APRAM anunciou uma verba de 1,2 milhões de euros, logo presume-se que 602.000 € sairão dos cofres regionais, prossegue a IL.
“Na reportagem pode ler-se que a APRAM, ainda sem nenhum estudo, “aponta para a necessidade da criação de três postos de fornecimento de energia”, cais 1, cais 2 e cais 6. Isto deixa-nos dúvidas. Quer com isto dizer a APRAM que não considera o prolongamento dos 400 metros do Porto do Funchal? Ou os navios que aí atracarem continuarão a ser fontes poluentes? O cais 3, onde ficam os navios maiores, não terá posto de abastecimento? E o bendito cais 8? E precisam de 1,2 milhões para estudar se já sabem isto? Para estudar o quê? Se é um estudo de exequibilidade, é para determinar se é  possível. Se é para definir o como, é um projecto, não é um estudo. 1,2 milhões para executar estudos? Quem os vai fazer e como?”, interrogam-se os liberais, que dizem que gostariam de ver estas perguntas respondidas.