Gonçalo Pimenta diz que CDS e PSD estão “mais do que unidos” na CMF

Gonçalo Pimenta, presidente da Comissão Política concelhia do CDS-M, reagiu às críticas do ex- presidente da Câmara Municipal do Funchal, Miguel Silva Gouveia, e actual vereador da Coligação Confiança, que acusou hoje o CDS de ter abandonado o Funchal, não detendo agora quaisquer cargos no executivo municipal,

Para este responsável partidário, a acusação é “estapafúrdia” e mostra que a Coligação “ainda não digeriu a derrota, depois do banho eleitoral que a população lhe deu”.

“Convém nunca esquecer que foram os eleitores que o expulsaram da autarquia, na primeira e única vez em que foi cabeça de lista, já que, convém igualmente relembrar este facto, chegou à presidência da autarquia por abandono de Paulo Cafôfo. Ou seja: este sim abandonou a cidade e os funchalenses”, retrucou.

“Ainda sobre abandonos e não manter os compromissos, convém igualmente que o ex-presidente, não sufragado, recorde o que se passou, em 2014, quando a Mudança, da qual fez parte, entrou em implosão e a cidade do Funchal e todos os serviços municipais estiveram um mês reféns de uma luta pelo poder que acabou com três vereadores, com pelouro, e uma presidente da Assembleia Municipal a abdicarem dos mandatos, o que permitiu, depois, a entrada na CMF dele próprio Miguel Gouveia, que ocupava o 10º lugar da lista, Madalena Nunes, Domingos Rodrigues, para a vereação e de Rodrigo Trancoso para a presidência da Assembleia Municipal”, recorda.

O CDS aconselha também Miguel Silva Gouveia a não se esquecer que não reconduziu ninguém da equipa de 2017 na lista à vereação em 2021.

“Por outras palavras, abandonou os seus colegas de vereação. E, ademais, quando tomou posse como presidente da CMF, em 2019, por saída de Paulo Cafôfo, foi por sua vontade que foram ultrapassados todos os outros candidatos efetivos da lista para chegar à suplente Dina Letra do BE, pouco se importando se a escolhida tinha sequer alguma capacidade para o cargo – e não tinha como bem ficou provado”, acusou.

Considerando que Miguel Gouveia sofre de “uma obsessão quase patológica” quanto a uma alegada instabilidade no “Funchal Sempre à Frente”, Pimenta diz que a mesma “só pode advir de quem muito falta à Assembleia Municipal ou não está atento ao que ali se passa porque basta seguir as transmissões dos debates da Assembleia Municipal para ver e crer, como São Tomé, se for caso disso, que PSD e CDS estão mais do que unidos no que se refere ao projecto municipal que corporizam”.

“O mesmo”, acusa, “já não se pode dizer da Coligação Confiança II, que estourou mal tomaram posse. Aliás, já aconteceu mais do que uma vez terem sentidos de voto completamente díspares naquela salada russa azeda que os caracteriza.”

“Já se percebeu que para Miguel Gouveia a única lei é a do maniqueísmo e que ele de si próprio se julga ser o único “self-righteous“ do mundo, numa fábula que repete até à exaustão mas que não é a realidade por mais que o repita, sendo certo que há muito tempo que os eleitores já perceberam isso, daí terem confiado no “Funchal Sempre à Frente” e não na Confiança”, referem os centristas.