Salman Rushdie, prestigiado escritor britânico de origem indiana, foi hoje esfaqueado por um indivíduo quando se preparava para proferir uma conferência em Nova Iorque, segundo a BBC, que refere mútiplas facadas, algumas das quais no pescoço. O homem que o esfaqueou também atacou o entrevistador, no palco do evento.
Rushdie foi transportado para o hospital de helicóptero. Um suspeito foi detido pela Polícia. Sabe-se que o escritor ainda está vivo, mas não a extensão da gravidade dos seus ferimentos.
O escritor britânico Salman Rushdie tornou-se, internacionalmente, um símbolo importante da necessária liberdade de expressão das artes e da literatura e, ao mesmo tempo, uma vítima da intolerância de cariz religioso. Já vencedor do prestigiado Booker Prize em 1981, saltou verdadeiramente para a ribalta quando publicou em 1989 “Os Versículos Satânicos”, que, naturalmente sem o lerem, incorreu na ira de um certo clero e correspondentes fanáticos islâmicos, que consideraram o livro atentatório da sua fé.
O aiatollah Khomeini, então líder religioso iraniano, considerou-o uma blasfémia contra o Islão e emitiu uma “fatwa”, um decreto condenando o “apóstata”, punível com a morte, segundo a lei “Sharia”. E incentivou ao assassinato do autor, que teve de viver durante anos escondido e com protecção policial.
Entretanto, o tema foi “esfriando” e já há muitos anos que Rushdie residia em Nova Iorque.
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