Albuquerque apresentou novo projecto de habitação em Câmara de Lobos

O presidente do Governo Regional disse ontem que a Região, no âmbito do PRR, tem reservados 128 milhões de euros para investir em habitação, em todos os concelhos da Madeira. Declarações realizadas em Câmara de Lobos, no local (junto à escola do Carmo) onde serão construídas 42 novas habitações.

Trata-se de mais um investimento habitacional que surge na sequência da Oferta Pública lançada pela IHM para a aquisição de fracções habitacionais, no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência, a custos controlados. Neste caso, é um edifício de habitação multifamiliar composto por 42 fogos, que vai nascer num terreno com uma área de 2.380 metros quadrados.
Foram aprovados onze empreendimentos habitacionais na primeira fase de candidaturas da oferta pública que foi lançada pela IHM, no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

Recentemente, foi apresentado um projecto localizado no Porto Santo, no âmbito deste concurso, seguindo-se, em breve outras apresentações.
Nesta primeira fase, são 287 fogos, num investimento de 55 milhões de euros. Numa segunda fase, deverão ser mais 247 fogos, num investimento de mais 44 milhões de euros. Ou seja, 99 milhões de euros só em investimento em habitação a custos controlados, refere uma nota governamental.
Na ocasião, questionado pelos jornalistas, o governante lembrou ainda que haverá outros mecanismos de apoio à habitação, para além desta contratação de fogos, como a habitação cooperativa.

“Todos estes investimentos visam, no fundo, atenuar o efeito – que é muito positivo para a economia da Madeira – que é a atractividade que a Madeira tem despertado junto dos residentes estrangeiros e que vem levando a uma grande procura por habitações na Região”, disse, ” o que vem provocando e continuará a provocar a subida dos preços da habitação em quase todos os concelhos da Madeira, sobretudo os localizados da zona oeste”.
Para Albuquerque, a Região tem de estar atenta para evitar o que se passou em cidades como o Porto ou Lisboa, onde a subida abruta do preço das habitações levou a que os habitantes das duas cidades não consigam encontrar casas a preços acessíveis para poderem habitar, sobretudo as novas gerações.
“Esta é uma forma de disponibilizarmos através dos apoios diretos e indiretos, uma oferta de habitações a preços acessíveis para todas as classes sociais, sobretudo para os jovens casais e para as novas gerações que pretendem fixar a sua residência e viver nestes respeitos concelhos”, resumiu.

A obra apresentada será construída a custos controlados pela empresa Vilismob- Promoção Imobiliária, Lda, através da Vicente Vieira Construções. Composto por um total de 42 fogos de tipologia T1, T2 e T3, o projecto de arquitetura prevê ainda a recuperação de uma moradia existente no terreno, que dará origem a duas frações habitacionais, um T2 no rés-do-chão e um T1 no primeiro andar.

A construção está orçada em 7,8 milhões de euros.