Vereadores da “Confiança” sentenciam que ao fim de seis meses, a vereação de Pedro Calado fez “nada”

A versão da reunião de câmara desta semana na CMF, da parte da “Confiança”, é necessariamente diferente da avançada pelo executivo. Seis meses cumpridos de mandato, a “Confiança” faz um balanço negativo do trabalho realizado por Pedro Calado e seus vereadores. “Constata-se que além de inaugurar as obras deixadas no terreno pelo executivo anterior e rebaptizar iniciativas criadas anteriormente, pouco ou nada tem sido feito que beneficie o Funchal e os funchalenses”, sentencia-se,

“Se o actual presidente criticava a gestão anterior pelo caos no trânsito, a celeridade nos processos de urbanismo, a insegurança na cidade, só para citar alguns exemplos, o que dirá agora quando está aos olhos de todos os cidadãos que tudo tem piorado?”, questionou, no final do encontro, o vereador Miguel Silva Gouveia.

No Período Antes da Ordem do Dia (PAOD) houve acesa troca de argumentos com algumas questões a causarem um “manifesto desconforto” no executivo, nomeadamente:

  • Sobre o processo dos 5 milhões de euros de IRS que o Governo Regional deve à CMF, em que o município ganhou na primeira instância e que Pedro Calado, então vice-presidente do GR, recorreu[1] da decisão por entender que não competia à Região transferir essa verba para as câmaras. Na resposta, o actual presidente, manifestou a incoerência ao afirmar que enquanto decisor político esgotará sempre todos os recursos possíveis, quando são públicos os vários acordos extrajudiciais firmados no governo regional.
  • Sobre o aparecimento de uma mancha castanha no mar da Praia Formosa, o actual executivo confirmou que se trata de um fenómeno marítimo, atestando o bom funcionamento das redes de águas residuais municipais. Fica assim exposta mais uma crítica fraudulenta pelo PSD nos últimos anos, em que afirmava repetidamente o mau funcionamento das Estações Elevatórias da CMF.
  • Sobre a evolução dos projectos vencedores[2] do Orçamento Participativo, recebemos a informação que o executivo prepara-se para desistir da maioria dos projectos, com a desculpa que os seus proponentes terão formulado mal as candidaturas. A Confiança considera esta atitude um atentado à democracia participativa e recorda que sempre respeitou a vontade popular, implementando os projectos vencedores.

Todos os assuntos da Ordem de Trabalhos foram aprovados por unanimidade, de onde se destacam os últimos apoios a actividades de cariz cultural atribuídos ao abrigo do regulamento ao associativismo entretanto suspenso, e que beneficiarão 54 entidades num investimento superior a 315 mil euros, realça-se numa nota de imprensa.

No final a vereação “Confiança” expressou o seu pesar pelo falecimento do pai do presidente do Município de Porto Moniz, Emanuel Câmara, endereçando solidariedade a toda a família enlutada.

[1] https://www.dnoticias.pt/2021/2/9/250035-governo-regional-vai-recorrer/

[2] https://op.cm-funchal.pt/projetos-vencedores