CDS quer “discriminação positiva” para a Universidade da Madeira

Os deputados do CDS estão a promover um conjunto de reuniões com algumas instituições da RAM, nomeadamente aquelas que têm uma contribuição social e económica de relevância para a sociedade madeirense e porto-santense.

Neste sentido, realizaram uma reunião com o reitor da UMa, visando entender qual o estado actual, nomeadamente do financiamento da Universidade da Madeira e, também, dos projectos para o futuro.

Por um lado, o grupo parlamentar do CDS ficou agradado porque a Universidade da Madeira tem tido uma oferta de vários cursos que têm a ver, em particular, com a área do Turismo e que têm tido grande acolhimento por parte dos alunos e também dos empresários regionais. “Aliás, estes cursos na área do turismo têm sido um enorme sucesso. Tem havido uma integração praticamente plena dos estudantes nas unidades hoteleiras regionais e empresas ligadas ao turismo no âmbito dos seus estágios e esta interação é, de facto, muito positiva”, afirma Lopes da Fonseca.

O partido verificou ainda que há muitos projectos de enorme valor que a Universidade da Madeira tem previsto concretizar, mas, infelizmente, o financiamento por parte do Estado em relação à Universidade da Madeira continua a ser reduzido e as Universidades das duas Regiões Autónomas devem ser discriminadas positivamente.

“Ou seja, fazemos parte, tanto a Madeira como os Açores, de Regiões Ultraperiféricas e o Governo da República deve ter em conta essa realidade como acontece, nomeadamente, em Espanha, que é discriminada positivamente e tem reforço de financiamento. Isto, infelizmente, não acontece nem com a Universidade da Madeira, nem com a Universidade dos Açores”, constata o líder parlamentar centrista.

Por outro lado, refere o aspecto negativo: “A Universidade da Madeira continua a ser subvencionada. Há verbas que a Universidade da Madeira precisa para lançar até mais projectos e, eventualmente no futuro novos cursos, mas, devido à limitação das transferências do Estado para a Universidade da Madeira, ela acaba por ficar aquém dos projectos que pretende concretizar.””

O centrista constata que, “a Universidade da Madeira nem recebe os 2,5% em termos do que representa a população da Madeira no todo nacional.”

E termina, acreditando que “o PS, que agora tanto apregoa ao diálogo, vai promover esse diálogo junto do Governo da República, no sentido que a Universidade da Madeira venha a ser discriminada positivamente e consiga receber as verbas que precisa para avançar e concretizar estes projectos.”


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