PAN-Madeira promete ser sempre “uma voz esclarecida e corajosa”

O PAN-Madeira emitiu uma nota criticando o facto de em 2022 como em 2021, 2001, 1991, 1981 os partidos do sistema PSD-M e PS-M entrarem de novo num ano, “praticando as mesmas coisas, isto é, governando entre si e aliando-se no fundamental”.

Trata-se de “um naipe de candidatos que continuam a assobiar para o lado em relação ao que verdadeiramente preocupa os madeirenses – Saúde, Educação, Ambiente, Mobilidade, Economia e Finanças”, reza o comunicado.

Diz o PAN já ter percebido que “para o PSD-M e PS-M o hospital vai ser feito de nada. Para uns é feito com o dinheiro do governo de Lisboa, para outros é feito com o dinheiro do governo do PSD-M na Madeira. Para uns, os problemas do actual subsídio de mobilidade é culpa do governo PSD-M; para outros, foram eles que o melhoraram – mas os prejudicados são sempre os mesmos – os habitantes da Madeira e do Porto Santo”, sentencia o PAN.

“Para uns, PSD-M, os impostos e a carga fiscal é melhorada e o aumento salarial é de 0,9% (na região). Para outros os impostos e a carga fiscal baixam e o aumento salarial é de 0,9% (Lisboa).
Mas para uns e outros tudo é igual. Eles é que fazem. Eles é que sabem. Eles é que mandam. Independentemente do PSD e do PS o hospital será feito, mas com o dinheiro dos contribuintes madeirenses (50%) e dos contribuintes portugueses (madeirenses, açorianos e continentais)”, acrescenta-se.

O PAN afirma que o que estes partidos não querem dizer “é que os madeirenses cada vez estão mais pobres e com menos esperança ao fim de mais de quarenta anos dos governos do PSD-M e que estes e o PS-M apenas única e exclusivamente trabalham para beneficiar as suas gentes”.

Prevendo uma inflação para 2022 de 2,2% (em Dezembro de 2021 foi de 3,1%), os aumentos salariais propostos não pagam o que a taxa de inflação consome, nemo o que os combustíveis “consomem” do bolso do madeirense, critica-se ainda.

“A RAM é a única região do país que tem um presidente do governo que diz que a diminuição do IVA não faz diferença e não se reflecte nos preços dos produtos que nós compramos, ao contrário do que diz e faz o governo dos Açores que optam por terem os impostos nos valores mínimos”.

“Votar PSD-M e PS-M é votar em partidos que defendem o aumento brutal no endividamento das finanças públicas da RAM, apesar de em Portugal, este ser um ano, que apesar da crise, vai ter das maiores diminuições da dívida pública nacional. No PAN-M, não somos nem direita nem de esquerda e na Assembleia da República vamos lutar com a resiliência que nos é reconhecida:
– por maior justiça social, o nosso País que enfrenta uma profunda transição DEMOGRÁFICA (onde os jovens tendem a desaparecer – o que inviabiliza a sua competitividade (o seu futuro) e os idosos prevalecem – o que condiciona a sustentabilidade da segurança social (o seu presente);
– por uma transição DIGITAL inclusiva, que proporcione formação continua aos trabalhadores e aos patrões com o objectivo das empresas se tornarem mais modernas e acompanhem os avanços tecnológicos que não param de surgir. Não há pessoa no mundo que não tenha sido impactada por esse processo – não podemos ficar para trás;
– por um país que salvaguarde e proteja os mares, os ecossistemas naturais e os animais que connosco partilham o Planeta na transição ECOLÓGICA que enfrentamos (o que exigirá uma transformação da sociedade e da economia que terá de ser justa, eficaz em termos de custos e socialmente equilibrada)”, refere-se.

O PAN diz que o seu cabeça-de-lista será sempre uma voz “esclarecida e corajosa”.


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