Coligação Madeira Primeiro diz que está cheia de pessoas competentes para defender a RAM

“A 30 de Janeiro, a escolha é entre os que defendem a Autonomia e os que pactuam com o centralismo e acham que a Madeira deve ser tratada como uma colónia”, afirmou Miguel Albuquerque, presidente do PSD-M, na apresentação da coligação “Madeira Primeiro” que junta PSD e CDS na corrida às próximas eleições legislativas nacionais do dia 30 de Janeiro.

A coligação foi apresentada, hoje, no Colégio dos Jesuítas, e na ocasião Albuquerque considerou que o próximo acto eleitoral constitui “uma oportunidade única para retirar Portugal deste beco sem saída”.

“É necessário mudar de Governo para bem da Madeira e do País”, afirmou.

Criticando a falta de sentido de Estado do actual Governo, que acusou de dificultar plataformas de entendimento, acusou o executivo de António Costa de “asfixiar financeiramente” a Região.

Portugal, na sua perspectiva, precisa de mudar e também necessita de um Governo “que nos liberte da estagnação económica e do continuo empobrecimento”. Acusou Costa, por outro lado, de estar refém ““dos comunistas e da extrema esquerda marxista”.

“A receita desta esquerda é conhecida, é sempre a mesma: aumentar impostos, expor as famílias e os cidadãos à dependência do Estado, incentivar a subsidiodependência, perseguir a iniciativa privada com uma carga fiscal asfixiante e uma burocracia bizantina, não valorizar o trabalho, o esforço, o mérito e a mobilidade social, diabolizar o investimento privado e o sucesso económico e social, congelar o investimento público e martelar uma agenda de anúncios e intenções que não se realizam”, acusou Miguel Albuquerque.

“Com as esquerdas só podemos esperar mais do mesmo: mais empobrecimento, menos rendimento, mais nivelamento por baixo, mais mediocridade, mais conversa fiada, menos obra, menos desenvolvimento e mais atraso”, reafirmou.

Já a coligação “Madeira Primeiro” “é a única que coloca os Madeirenses em primeiro lugar”, garantiu. e está cheia de “pessoas competentes e comprometidas com a defesa da Autonomia da Madeira”.

“Connosco não há simulacros nem hesitações e os nossos candidatos não são serventuários do centralismo nem estão aqui para fazer fretes a Lisboa”, assegurou.

Já Teófilo Cunha, pelo CDS, resumiu a situação ao seguinte: A 30 de janeiro, “a escolha é entre autonomistas e anti-autonomistas”.

“Foi este Governo do PS que mais dificultou a construção do novo Hospital da Madeira, inventando estratagemas para não assumir aquela que seria uma responsabilidade do Estado”, acusou, e que “impediu que o Centro Internacional de Negócios da Madeira pudesse registar novas empresas a partir do dia 1 de Janeiro”, além de recusar avales à Região, obrigando os madeirenses a pagar juros mais altos pelos empréstimos que o Governo Regional teve de contrair.

Isto além de recentemente ter deixado cair o novo modelo de subsídio de mobilidade que iria permitir que os Madeirenses pagassem apenas 86 euros nas suas viagens aéreas entre a Madeira e o continente português.