Período de quarentena na RAM passa a ser de cinco dias

A Direcção Regional de Saúde alterou as recomendações de isolamento de casos positivos e quarentena de contactos, no âmbito da COVID-19. Uma circular da DRS informa que a quarentena passa agora a ser apenas de cinco dias, na maior parte dos casos.

“Considerando a rápida dispersão da variante Ómicron e do seu potencial impacto nas populações e sociedades, a actualização das recomendações da Direcção Regional da Saúde relativamente ao isolamento e quarentena fundamenta-se no conhecimento sobre a disseminação do vírus e na protecção fornecida pela vacinação e doses de reforço”, refere o documento, dado a conhecer à imprensa pela Secretaria Regional da Saúde e Protecção Civil.

“Com o predomínio desta variante, a actual evidência científica sugere que a maior parte da transmissão da SARS-CoV-2 ocorre no início do curso da doença, geralmente 1-2 dias antes do início dos sintomas e 2-3 dias depois, o que leva à alteração das medidas de isolamento de casos e quarentena dos contactos”, explica a circular assinada pelo director regional de Saúde, Herberto Jesus.

A actual prioridade, salienta-se, é a prevenção, pelo que se recomenda a vacinação, inclusive com uma dose de reforço nas idades em que está indicada; usar máscara em ambientes públicos e fazer um teste regularmente, em especial antes de participar numa actividade de grupo.

Quanto ao isolamento de casos positivos para Covid-19, confirmado por um teste de rápido de
antigénio – TRAg, realizado por um profissional credenciado para o efeito, ou um teste de amplificação de ácidos nucleicos – TAAN, frequentemente designado por RT-PCR), o dito isolamento deve ser imediato, independentemente do estado vacinal do indivíduo.

Quanto ao período mínimo de isolamento, como já se referiu, é de 5 dias, se o indivíduo não apresentar sintomas ou se os sintomas forem resolvidos durante esse período. Mas, nos 5 dias seguintes, é necessário o uso de máscara (com capacidade de filtração mínima de uma máscara cirúrgica, bem ajustada).

“Se o indivíduo apresentar sintomas, o isolamento deve ser mantido até ao desaparecimento dos sintomas”, realça a circular da DRS.

Por outro lado, e quanto à quarentena de casos positivos, para pessoas que não foram vacinadas contra a COVID-19 ou já passaram mais de seis meses após sua segunda dose de vacina (ou mais de 2 meses após a vacina J&J) e ainda não receberam a dose de reforço, é determinado um período de quarentena mínimo de 5 dias. Um teste de diagnóstico da COVID-19 deve ser feito ao quinto dia.

Também nos 5 dias seguintes, é necessário o uso de máscara (com capacidade de filtração mínima de uma máscara cirúrgica, bem ajustada).
Se o indivíduo apresentar sintomas, em qualquer altura, deve ficar em isolamento e realizar um teste.

Já para pessoas que foram vacinadas contra a COVID-19 e que receberam a dose de reforço (nos casos em que é indicado), nos 10 dias seguintes a um contacto com o caso positivo, é necessário o uso de máscara (com capacidade de filtração mínima de uma máscara cirúrgica, bem ajustada) perto de outras pessoas/ sem necessidade de quarentena.

Um teste de diagnóstico da COVID-19 deve ser feito ao quinto dia.

Se o indivíduo apresentar sintomas, em qualquer altura, deve ficar em isolamento e realizar um teste.

Em situações excepcionais, a autoridade de saúde pode determinar o isolamento profiláctico superior, até 10 dias, em circunstâncias não previstas na norma, com base na avaliação do risco.

A presente circular normativa altera os pontos II, III e IV da circular normativa n.e 1856 de23/12/202l, esclarece Herberto Jesus.