Debandada centrista prossegue, agora com Carla Baptista

Carla Baptista, à esquerda de Gonçalo Pimenta, na foto

Rui Marote

A história repete-se. Triste sina, podia ser a letra de um fado mas não é… muito menos sorte, neste caso é predestinação. Vejamos o CDS: grandes líderes  e fundadores passaram para o outro lado da barricada. Freitas do Amaral, Lucas Pires e actualmente Basílio Horta. Na Madeira foi o inverso, durante algum tempo: recebemos Egídio Pita, Fausto Pereira, Agostinho Barreiro (Santana)… Estes são alguns nomes de uma lista extensa.
O CDS nacional e regional, hoje em dia, atravessam a maior crise desde a fundação.
Na Madeira o partido vive agarrado como uma lapa à rocha “PSD” com os responsáveis segurando cargos governativos a troco do Ámen e com um clã de acólitos anexados a gabinetes “vendendo” a alma ao diabo por trinta moedas.
Entretanto, as demissões vão chegando à Rua da Mouraria.
Agora foi deputada municipal Carla Baptista e actual adjunta da vereadora Margarida Pocinho quem “bateu com a porta”.
A militante fez chegar à Rua da Mouraria uma carta dirigida ao presidente do partido, Rui Barreto. O FN sabe que no interior estava um cartão do partido. De certeza não se trata de renovação, muito menos pagamentos de quotas.
Carla Baptista disse “chega” a Gonçalo Pimenta que entrou no sentido contrário do socialismo para democracia cristã.
A deputada municipal, que já tinha deixado o cargo em virtude de ser adjunta de Margarida Pocinho uma vez que é incompatível com essas funções, foi substituída por um membro do gabinete do actual secretário da Economia. São interrogações que nos próximos dias serão esclarecidas. Mas o FN sabe que o partido da seta está atento a esta nova “aquisição”.
Estas cenas repetem-se. Assim aconteceu com a jovem centrista Carlota Dionísio, que muito deu ao partido em diversos actos eleitorais. A ela deve-se o convite endereçado a José Manuel Rodrigues para padrinho dos finalistas da Apel, há anos atrás em plena campanha eleitoral, o que aconteceu pela primeira vez. Carlota desvinculou-se recentemente e hoje é militante do PSD. Os dirigentes centristas continuam a dar tiros nos pés.