Paula Cabaço contradiz JPP sobre o Forte de Nossa Senhora da Conceição

foto Rui Marote (arquivo)

A presidente da APRAM, Paula Cabaço, reagiu hoje às declarações do JPP, relativas às intervenções no Forte de Nossa Senhora da Conceição. Diz a responsável dos Portos da Madeira que “as paredes em alvenaria de pedra do Forte de Nossa Senhora,  edificação de interesse patrimonial para a Região Autónoma da Madeira,  encontravam-se em muito mau estado de conservação, resultante da erosão natural dos ambientes marinhos expostos, o que provocou não só o desaparecimento da argamassa que outrora existia entre as pedras constituintes do forte como a erosão das mesmas, causando o seu “arredondamento”.

O dito fenómeno, diz Paula Cabaço, “vinha provocando, nos últimos anos, o desprendimento de algumas das pedras, com as inerentes consequências ao nível da segurança dos utentes do Porto do Funchal, pelo que importava repor as condições originais, tendo-se solicitado, desde o início, a orientação da Direcção Regional da Cultura (DRC), que prontamente acedeu ao apelo da APRAM”.

“A definição da metodologia de reposição, a natureza e a cor da argamassa a utilizar e outros aspetos complementares que foram necessários definir, foram sempre realizadas em estreita colaboração com a DRC, com o intuito de replicar as condições originais da construção à época, em que as argamassas não eram pigmentadas, obtendo-se esta coloração que agora se materializa”, esclarece-se.

“Ao contrário do que o JPP afirma, não houve uma betonização,  nem aplicação de qualquer verniz,  mas sim a aplicação de uma argamassa seca pré-misturada, composta de cal hidratada, cimento Portland, areias classificadas, e aditivos específicos para melhorar a trabalhabilidade e a aderência”, avança a presidente da APRAM.

“As argamassas agora repostas encheram os vazios existentes, causados pelo desaparecimento da outrora existente, garantindo sempre uma distância do topo da pedra de modo a evidenciá-la e não criar o efeito de “parede lisa”. O único trabalho realizado sobre a pedra foi a lavagem com água, de modo a evitar uma ainda maior erosão.

Em suma, facilmente se conclui que os trabalhos que estão a ser realizados  procuram precisamente  respeitar a identidade da edificação e salvaguardar o património da Região, e não a sua adulteração danosa como o JPP afirma”, conclui esta responsável.