JPP critica deficiências na mobilidade aeroportuária na RAM

O JPP realizou, hoje, uma conferência de imprensa junto ao Centro de Congressos da Madeira para abordar a questão da mobilidade e a sua importância para a economia regional e para o próprio turismo.

Élvio Sousa, líder parlamentar do JPP e porta-voz da iniciativa, recordou que “o turismo representa um sector fundamental para a economia regional, com milhares de trabalhadores e muitas famílias a depender da valorização do destino. Neste aspecto, existem alguns constrangimentos a resolver tendo em vista a mobilidade dos madeirenses e dos turistas.”

“Além do escândalo dos elevados preços das taxas aeroportuárias, que penalizam a competitividade do aeroporto e da economia da Região, existem outras barreiras que apesar de promessas de resolução pelos sucessivos governos, ainda não foram cabalmente resolvidas. Falo, concretamente, da inoperacionalidade do aeroporto da Madeira, e das sucessivas promessas não cumpridas da instalação dos radares para a medição dos ventos, e da falta de um plano de contingência eficiente.”

O JPP afirma que, apesar das promessas dos governos da República PSD e PS, hoje, continuamos bloqueados pela inoperância política desses mesmos governos. “Neste momento a realidade é a seguinte: nem radares, nem plano de contingência adequado, por forma a minimizar impactes negativos no destino turístico. Consideramos, também, que o Governo Regional está demasiado apático e agachado nesta matéria, e neste momento é um falhanço governativo a priorização da Estratégia Regional para o Turismo sem que estes dossiês da operacionalidade do aeroporto estejam resolvidos.”

“Não se esqueça que o PDES- Plano Desenvolvimento Económico e Social, apresentado pelo Governo Regional, define como alternativa ao encerramento temporário do aeroporto da Madeira, uma ligação ferry rápida entre o Porto Santo e o Caniçal, com uma embarcação Ferry rápida, cerca de 45m,” concluiu Élvio Sousa.