Estepilha: “Turnaround” no porto do Funchal poderá funcionar numa tenda…

Rui Marote
Estepilha, a solução acaba sempre em barraca… O ilhéu de Nossa Senhora da Conceição, na Pontinha, que está ser alvo de uma intervenção nos panos da muralha, para a qual a APRAM desembolsa mais de 100 mil euros, deverá ser intervencionado à entrada do porto, onde alberga o pessoal das operações portuárias, num edifício anexo ao rochedo.
O Funchal Noticias sabe que o director das operações portuárias solicitou à presidente da APRAM, Paula Cabaço, para transferir provisoriamente o pessoal para as instalações onde são colocadas as malas do desembarque, as quais, depois de desalfandegadas, são recolhidas pelos passageiros que desembarcam no Funchal.
A tradução de “turnaround” significa operação de embarque e desembarque, operação de carga e descarga, mudança. Ultimamente muito tem se falado na mesma, e a presidente da APRAM tem embandeirado em arco com essa conquista, embora saibamos que o Porto do Funchal não é um porto de embarque, mas sim de passagem para as Caraíbas e América do Sul, de finais de Setembro a Novembro, e de Abril a Maio para o Mediterrâneo.
Temos os Aidas e os Mein Shiff que fazem essa operação em Canárias.
O busílis não é a utilização do espaço referido da gare, mas a realização de  obras de caixilharia para criar divisões para escritórios, a qual que tem custos, para mais tarde todo esse material ir parar à Fundoa…
Outra questão que suscita interrogações em quem trabalha nos portos é a seguinte: e quando for necessário efectuar o desembarque, onde ficam as “maletas”? Estamos a imaginar já uma tenda na cabeça da muralha, e a requisição de mais trabalhadores da Tecnovia, a fazer trabalho de bagageiros, como tem sucedido ultimamente…
Não basta abanar a cabeça e dizer sim, é preciso avaliar os prós e contras. Aqui o Estepilha alerta: não somos especialista em acções portuárias, mas a nossa experiência em dezenas de portos já visitados é boa conselheira…