Albuquerque diz que PSD-M votará contra OE, se não houver alterações

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O presidente do Governo Regional da Madeira insistiu hoje em que as exigências dos “derrotados das autárquicas”, o PCP e o BE, não são comportáveis no actual quadro legislativo do país. Estes partidos, acusou, estão a “chantajar o país e querem levar o país à ruína”.

Por isso, e porque ninguém o contactou, apesar de ter ontem mostrado abertura à viabilização do orçamento de Estado pelos deputados do PSD-M, o PSD da Madeira votará contra este orçamento, como previsto, porque prefere que o orçamento da RAM seja efectuado em duodécimos, do que a supracitada “ruína”.

Tal como está configurado, este orçamento, além de cobrar um valor de mais de 77 mil milhões de euros de impostos, “tem um conjunto de premissas que vão levar o país à ruína e a um novo resgate”, insistiu.

“Estou sempre disponível para colaborar e para trabalhar para o bem do país”, declarou Albuquerque hoje, à margem de uma visita realizada à empresa imobiliária KW, no Funchal. “Se houvesse uma mudança súbita a bem do país e da Região”, os deputados do PSD-M poderia mudar o seu sentido de voto, admitiu. O interesse da RAM, declarou, está acima de tudo, bem como “os interesses primaciais do país”.

Por outro lado, e confrontado com declarações do líder do PSD nacional, Rui Rio, que ontem dizia que a Madeira “não estava à venda”, Miguel Albuquerque retrucou que o dirigente do PSD português sabe que a Madeira “tem uma realidade específica”, que deve ser defendida em primeiro lugar, “contra tudo e contra todos”.

Quanto à situação do país, é actualmente “constrangedora”, devido à “irresponsabilidade” dos partidos “da extrema esquerda”, que, em seu entender, “nunca deveriam fazer parte do arco da governação”.