Albuquerque diz que o Orçamento de Estado é “desastroso”

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Em declarações hoje prestadas aos jornalistas, o presidente do GR, Miguel Albuquerque, considerou o Orçamento de Estado, na actual configuração, “péssimo e ruinoso para o país”. As reivindicações do PCP e do BE, acusa, resultariam na “ruína total do país e num novo resgate”. Albuquerque antevê uma crise política que levará à queda do Governo, se não houver entendimento “entre os partidos da “geringonça”.

Para a Madeira, declarou, este orçamento “também é desastroso, porque nenhuma das reivindicações justas” da RAM estão nele plasmadas.

“Depois da crise pandémica que atravessámos e do início da recuperação, ainda nos tiram 15 milhões de verbas, das transferências do Estado para a Madeira (…) Em segundo lugar, não está clarificada a comparticipação do Estado na obra do Hospital, os 50 por cento; em terceiro lugar, nós temos assumido os custos de soberania na Madeira, que é uma coisa inqualificável, nos sistemas de saúde também não tem a compensação; não está prevista a regulamentação do subsídio de mobilidade, para garantir que os madeirenses viajem a 86 euros, conforme a aprovação por unanimidade aqui na ALRAM; não há nenhuma medida relativamente ao transporte marítimo, o chamado ferry, depois de o mesmo ter sido anunciado; não há para os estudantes da Madeira, nenhuma verba para compensar o passe sub-23”. Por isso, os deputados da Madeira vão votar contra.

A posição da Madeira, adiantou, é conhecida. Se se tratar de chegar a acordos para viabilizar o orçamento, mas sem as reivindicações da esquerda, que, assevera, o Estado e as empresas “não aguentam”, Miguel Albuquerque diz: “Sabem onde é que eu estou”.

Na opinião do presidente madeirense, é melhor haver uma crise política, e um orçamento a funcionar por duodécimos, do que “um orçamento que leve o país à ruína”.

Albuquerque diz que a esquerda “não tem noção” do que é comportável para o país, e há uma lição a tirar disto: “Esta gente não é fiável e devia ter havido um acordo escrito imposto pelo presidente da República”.