Bombeiros continuam a ter de socorrer turistas acidentados na montanha

Fotos: Rui Marote

Os “soldados da paz” das diversas corporações da Região continuam a ter muito trabalho no socorro a turistas. Ainda hoje, quarta-feira, o Funchal Notícias deparou-se “in loco” com mais uma dessas situações, na vereda entre a Achada do Teixeira e o Pico Ruivo. Um grupo de bombeiros de Santana transportava uma turista numa maca, para depois, uma vez chegada à localidade, poder ser medicamente assistida.

A turista era uma de dois elementos de um casal de nacionalidade alemã, e, segundo o FN foi capaz de apurar, andava na casa dos trinta anos e terá sofrido uma entorse. Os bombeiros de Santana tiveram de a ir buscar à Casa de Abrigo do Pico Ruivo.

Se bem que esse tipo de ocorrências possa, de facto, acontecer a qualquer um (e neste caso os turistas em questão vinham equipados para caminhada) há muitos casos, por exemplo na Ponta de São Lourenço, na vereda que conduz ao Cais do Sardinha, de turistas que têm de ser socorridos porque não tomam precauções elementares, como por exemplo o uso de calçado adequado.

Frequentemente (e vimo-lo já durante vários percursos) não falta quem, sem experiência séria de montanhismo, se aventure em lugares perigosos fora dos trilhos, o que por vezes tem consequências graves, mesmo fatais. São muitos os visitantes da Região que sofrem quedas nas serras da Madeira.

A montanha exige cuidado e respeito, apesar das muitas actividades que se podem nela praticar, desde a simples marcha ou “trekking” às mais exigentes, como canyoning ou escalada em rocha, sem contar com o “trail”, muito na moda. Qualquer pequeno problema e lá têm as forças de socorro de entrar em acção, executando trabalhos difíceis, frequentemente com risco da própria integridade física, para resgatar “aventureiros” em zonas recônditas. Alguns nunca sequer são encontrados.