PS afirma que GR reagiu às suas pressões para “um mercado de trabalho mais inclusivo”

A deputada do PS-M à Assembleia Legislativa da Madeira, Sofia Canha, quer um mercado laboral mais inclusivo. O Partido Socialista-Madeira afirma que tem vindo a apresentar propostas conducentes a uma sociedade mais inclusiva na Região, em particular no que ao mercado de trabalho diz respeito.

“Tal como em muitas outras áreas, a atitude propositiva do PS é sistematicamente recusada pela maioria no Parlamento madeirense, pelo simples facto de as ideias serem apresentadas por parte de um partido da oposição. No entanto, tal circunstância não demove o PS de continuar a apresentar as melhores soluções para a Madeira e para os madeirenses”, afirma Sofia Canha.

“Ontem, nas comemorações do 2.º aniversário do Centro de Inclusão Social da Madeira, o vice-presidente do Governo Regional anunciou, à pressa, que o Executivo irá integrar 220 pessoas com deficiência no mercado de trabalho”, refere o PS, que se regozija com este anúncio, considerando que tal atitude do Governo Regional resulta “da pressão exercida pelo partido, alertando para a necessidade de tornar o mercado laboral mais inclusivo”.

Recentemente, o PS deu entrada no Parlamento madeirense com um projecto de decreto legislativo regional que prevê a contratação, por entidades públicas e privadas, de pessoas com deficiência, com um grau de incapacidade igual ou superior a 60%.

Na ocasião, a deputada Sofia Canha salientava que o Governo da República do PS tem-se preocupado em criar condições para uma sociedade mais inclusiva, elaborando medidas para a sua concretização. Contrariamente, alertava que há dificuldades no mercado regional em integrar pessoas com deficiência, facto que, na sua óptica, poderá ser mitigado com a adopção, na Madeira, de legislação que vá no sentido de combater as desigualdades e criar um quadro laboral mais inclusivo e equitativo, reduzindo a taxa de desemprego entre estes cidadãos.

“Perante este anúncio, por parte do Governo, da integração de mais pessoas com deficiência no mercado de trabalho, aquilo que nos apraz destacar é que a nossa acção, de uma forma ou de outra, acaba por ter resultados (…)”, diz Sofia Canha.