Sem-abrigo continuam a proliferar no destino que vence os “World Travel Awards”

Fotos: Rui Marote e Luís Rocha

O problema dos sem-abrigo no centro da cidade do Funchal continua, aí, galopante, tal como testemunham as imagens. A par de muitos indivíduos simplesmente desocupados, viciados nas drogas, no álcool e nos roubos para alimentar o vício, há quem enfrente o pesadelo diário de ter de fazer das ruas a sua casa por uma miríade de razões, que vão desde as toxicodependências ou do alcoolismo aos problemas mentais, à depressão causada pelo desemprego e a desentendimentos familiares.

Esses, que não são os falsos “sem-abrigo” que se dedicam a assaltar propriedades nem cidadãos, continuam a gerar imagens degradantes como estas, numa cidade que se diz turística. Degradantes para os próprios cidadãos e para os outros, que aparentemente se mostram incapazes de ajudá-los a integrarem-se. Entretanto, prosseguem as políticas estapafúrdias que lhes atribuem cacifos, caixas de correio e quiçá e-mails, com o objectivo aparente de os fazer sentir de algum modo aceites pela sociedade.

Talvez fosse bom começar por outro lado, sugere o FN. Talvez pela assistência em termos de saúde mental e de apoio a desintoxicações, alcoólicas ou de outras dependências, pela assistência social eficaz, que sabemos que a muitos títulos é uma miragem, até para quem tem um tecto mas usufrui de poucos rendimentos. Enfim. Imagens que fazem pensar.