A caminho das Autárquicas de 2021 (São Roque do Faial)

São Roque do Faial é uma freguesia do concelho de Santana, encravada na base do Maciço Montanhoso Central, entre a Ribeira da Metade e a Ribeira do Castelejo.

A fregeusia tem como limites a noroeste, norte e leste a freguesia do Faial, a leste, sudeste e sul a freguesia do Porto da Cruz, a sul, sudoeste e oeste a freguesia do Monte, e a oeste e sudoeste a freguesia do Curral das Freiras.

A freguesia de São Roque do Faial foi criada em 1848 através da Carta Régia de 24 de julho do mesmo ano, sendo assim desmembrada da freguesia do Faial.

Achada do Cedro Gordo, Achada do Folhadal, Cancela, Chão do Cedro Gordo, Fajã do Cedro Gordo, Lombo Grande, Lombo dos Palheiros, Pico do Cedro Gordo, Ribeiro Frio, Serradinho e Terreiros são os sítios da freguesia.

António Gonçalo Pêco Jardim é o presidente da Junta há dois mandatos.

Politicamente falando, São Roque do Faial é um caso sui generis na democracia autárquica madeirense.

Tirando as freguesias das Achadas da Cruz e Jardim do Mar onde o número de eleitores, por ser inferior a 200, não houve eleições nas primeiras Autárquicas, São Roque do Faial foi a todas, de 1976 até hoje.

A singularidades desta freguesia do concelho de Santana prende-se com o facto de, nos dois primeiros atos eleitorais autárquicos (1976 e 1979) o PSD ter concorrido sozinho.

Mesmo assim, nesses anos, o PSD não conseguiu o pleno porque houve votos brancos e nulos. Em todo o caso, certamente mais ninguém baterá o histórico resultado de 97,7% alcançado pelo PSD em 1976.

Tal como a vizinha freguesia do Faial, São Roque sempre se manteve fiel ao PSD.

Em mais de 40 anos de democracia autárquica, sempre foi o PSD a governar São Roque do Faial.

O resultado mais baixo conseguido pelo PSD foi nas últimas Autárquicas de 2013, ano em que o partido social-democrata baixou a fasquia dos 50%, ganhando a Junta mas com 47,7% dos votos.
2013 foi também o ano em que se quebrou a bipolarização PSD/PS nesta freguesia. O CDS obteve, nesse ano de 2013, o melhor resultado de sempre na freguesia, com 23,4% das preferências dos eleitores.

Em 2001, a coligação PS/CDS tinha alcançado 28,3% e, sozinho, o melhor que o PS conseguiu foi em 1989, com 37,8% da fatia do eleitorado.

Nas últimas Autárquicas de 2017, o PSD voltou a ganhar a Junta por 61,84% (269 votos), reelegendo António Gonçalo Pêco Jardim.

O CDS obteve 27,82% (121 votos); o PTP 3,68% (16 votos) e a CDU 2,53% (11 votos).