António Costa elogia Célia Pessegueiro na apresentação da recandidatura desta à Câmara da Ponta do Sol

A actual presidente da Câmara Municipal da Ponta do Sol, Célia Pessegueiro apresentou, hoje, a sua recandidatura ao cargo contando com um convidado de relevo: nada menos que António Costa, o líder socialista do país e Primeiro-Ministro.

“Este é o momento da Ponta do Sol, é o momento de fazermos escolhas acertadas e de dizermos que não queremos voltar para trás”, afirmou a autarca, que se apresenta ao eleitorado com o lema ‘Seriedade e Competência’.

Afirmando que a Ponta do Sol é um dos 5 melhores concelhos de pequena dimensão do País com melhor desempenho financeiro, Célia Pessegueiro celebrou: “Conseguimos mais nestes quatro anos do que outros em 12”.

A edil aproveitou para fazer um balanço do mandato que está a terminar, salientando um projecto que muitos julgavam impossível, mas que acabou por dar resultados. Apontou, a propósito, os investimentos feitos em áreas como a Educação, a modernização dos serviços, a criação da Loja do Munícipe e a preservação do património, entre outros.

Aproveitou a presença de António Costa para felicitar, por outro lado, o Governo pelo ‘1.º Direito – Programa de Apoio ao Acesso à Habitação’, também acessível aos municípios da Madeira.

“Já temos a nossa Estratégia Local de Habitação aprovada para submissão muito em breve”, disse, esperando trazer os primeiros apoios até ao final deste ano para a reconstrução de habitações no concelho, algo que será aproveitado para “compensar o atraso provocado pelo esquecimento nos últimos anos do Governo Regional pela Ponta do Sol”.

A recandidata socialista à autarquia da Ponta do Sol considerou ainda que seria importante que esta prática de abrir as iniciativas aos municípios das regiões se mantivesse, sobretudo em áreas da competência destes.

“Não gostaria de continuar a sentir que, por pertencermos a uma Região, somos prejudicados comparativamente a outros municípios do continente porque os apoios nacionais são enviados para o Governo Regional, no pressuposto que depois haja uma redistribuição por todos os concelhos, mas isso depois não acontece”, sustentou.

“Das duas, uma: ou os apoios estão acessíveis a candidaturas diretas dos municípios ou há uma obrigação do Governo Regional distribuir com critérios claros que permitam a igualdade de tratamento entre os municípios”, referiu, acrescentando que “na relação dos municípios com o Governo do País, não pode uma Região apossar-se de competências e de meios financeiros que pertencem aos municípios”.

Célia Pessegueiro agradeceu ainda a forma “célere” com que o Governo da República decidiu fazer uma aposta na recuperação ou em novas construções de equipamentos das áreas da Segurança e da Justiça, sendo que o Tribunal irá para obras este Verão e em breve avançará a obra da nova esquadra da PSP.

Pediu ainda que o Governo continue com a política descentralizadora do Estado para com os municípios e exija que todos os municípios do País sejam tratados de igual forma, independentemente de estarem em território continental ou de estarem nas Regiões Autónomas.

A apresentação da candidatura de Célia Pessegueiro às próximas eleições autárquicas foi a primeira na qual António Costa participou. O secretário-geral do PS disse esperar que este seja o começo de uma onda que levante o conjunto da Madeira, a Região Autónoma dos Açores e também o continente. “Somos, desde 2013, o maior partido democrático autárquico”, regozijou-se.

António Costa salientou também o facto de o PS-M ter seis mulheres candidatas a presidentes de câmara, algo que considerou ser um grande exemplo para o País e para o partido.

O secretário-geral socialista garantiu ainda que o PS é defensor da descentralização, quer a que as autonomias regionais consagraram, quer a descentralização para as autarquias.

Reconhecendo que a Madeira é uma região difícil para a actividade política, António Costa destacou, no entanto, a capacidade que o PS tem tido de se afirmar no poder local, desejando a Célia Pessegueiro força para a renovação do mandato.

Por seu turno, Paulo Cafôfo destacou o facto de o PS-Madeira ser promotor da igualdade, tendo seis mulheres candidatas a presidente de câmara em onze concelhos, quando o PSD “tem zero”.

Dirigindo-se à candidata Célia Pessegueiro, Cafôfo considerou que a mesma tem dois desafios pela frente: por um lado, a afirmação da “marca” do PS ao nível do poder local e, por outro, a defesa da autonomia do poder local, uma causa que tem vindo a abraçar. Isto porque “o PSD é autonomista em Lisboa, mas não na Madeira, na Ponta do Sol, no Porto Moniz, no Funchal e em Machico”. Tal como deu conta, o Governo Regional “menospreza o poder local”, “não faz nem deixa fazer” e “não faz qualquer contrato-programa com as autarquias que não são da sua cor política”.