Miguel Gouveia diz que contas da CMF foram condicionadas pela pandemia

A Prestação de Contas da Câmara Municipal do Funchal, relativa ao ano de 2020, foi aprovada hoje em Reunião de Câmara, com os votos favoráveis da Coligação Confiança e votos contra do PSD e do CDS.

O edil funchalense, Miguel Gouveia explicou, no final da reunião, que “esta Prestação de Contas é profundamente marcada pelas consequências da pandemia global que temos enfrentado. A crise socioeconómica daí decorrente levou o Município a perder cerca de 9 milhões de euros em receitas camarárias relativamente ao ano anterior, numa quebra sem paralelo, e naquele que pode ser considerado, financeiramente, o ano mais difícil de sempre para o Funchal.”

“Conforme nos comprometemos desde a primeira hora, é imperioso constatar, no entanto, que a cidade não parou. Mesmo num cenário de dificuldades sem precedentes na nossa História contemporânea, agravado pela forma como PSD e CDS chumbaram irresponsavelmente o Orçamento Municipal e o pacote fiscal da autarquia, retirando ainda mais recursos à cidade e aos funchalenses, a CMF esteve à altura das responsabilidades e foi capaz, não só de acudir às carências das famílias, com a atribuição recorde de apoios sociais, como de manter a economia local a funcionar e prosseguir com obras essenciais no terreno”, assegurou.

Segundo o autarca, “isto só foi possível, em virtude do rigor financeiro e da boa gestão introduzidas pelo actual Executivo, desde que iniciámos funções. As contas certas e a credibilidade financeira da CMF, inexistentes em 2013, foram, especialmente durante a crise, o maior sustentáculo do nosso trabalho, e é isso que nos permitiu, em 2020, pagar 25 milhões de euros a fornecedores e demais parceiros.”

No ano passado, a edilidade funchalense foi, igualmente, capaz de abater mais 3 milhões de euros da dívida municipal, a qual se situa atualmente em 35 milhões de euros, e proceder a um profundo reforço dos programas municipais de apoio social, com um investimento recorde de 4 milhões de euros, numa rede de amparo social que abrangeu cerca de 20 mil beneficiários.

“O plano de actividades global ascendeu a 12 milhões de euros, honrando a matriz social que tem pautado, até hoje, a governação deste Executivo municipal, e fomos ainda capazes de prosseguir no terreno com um incontornável volume de obras públicas vocacionadas para a melhoria da qualidade de vida da população, no valor de 15 milhões de euros”, exaltou Miguel Gouveia.

Para o presidente da CMF, “a credibilidade financeira não tem preço e é sobretudo nas horas de dificuldade que temos a responsabilidade de fazer a diferença. Continuaremos, por isso, a dar a resposta que os funchalenses esperam de nós, enquanto instituição de referência nas melhores práticas financeiras, contratuais e administrativas (…)”