CDS diz que a CMF anda a “brincar com os funchalenses”

Após a reunião extraordinária do Executivo camarário do Funchal, onde foi apreciada a Prestação de Contas referentes ao ano de 2020, a vereadora centrista na autarquia funchalense, Ana Cristina Monteiro, destacou a baixa execução orçamental. Dos 100 milhões de euros orçamentados, este executivo apenas materializou 75% das suas intenções, criticou.

“Infelizmente para os funchalenses os números não mentem. Esta execução é contrária à posição do presidente da Câmara, que constantemente apregoou não poder fazer mais por não ter recursos, mas perante as evidências, podemos agora ver que por cada 1000 euros orçamentados, apenas 750 foram gastos, sendo que o remanescente ficou na conta do município”, refere Ana Cristina Monteiro.

A responsável política refere ainda que na execução do plano plurianual de investimento verificou-se que a execução do urbanismo e ordenamento do território foi de 18%, nas medidas de acção social a sua execução foi de 12% e na educação foi de apenas 33%.

Nesse sentido, a vereadora do CDS-PP Madeira lamenta a “inércia deste executivo em apoiar e valorizar um dos sectores mais fustigados pela pandemia, o comércio e os comerciantes”, e relembra uma proposta do CDS, de isentar as rendas dos comerciantes dos mercados municipais nos últimos três meses de 2020, aprovada por unanimidade em Assembleia Municipal, que não foi implementada por alegada falta de verbas.

Ana Cristina Monteiro aproveitou para recordar ainda o empréstimo de 5 milhões de euros que a CMF fez, em Novembro passado, para responder aos exigentes desafios socioeconómicos decorrentes da crise pandémica, sendo que no decorrer do ano de 2020 a autarquia recorreu à banca para contrair empréstimos na ordem dos 16 milhões de euros (11,4 M€ em fev. e 5 M€ em nov.), dinheiro esse que, de acordo com as contas hoje apresentadas, não foi utilizado.

“Isto é brincar com os funchalenses”, conclui a vereadora do CDS-PP.