Estepilha: jardim que é “terra de ninguém”?

Rui Marote
O Estepilha às vezes alerta, às vezes incomoda, e é esta a missão de uma secção jocosa, irónica e propositadamente provocatória de um jornal.
Há 45 anos jornalistas russos visitavam o norte de Moçambique. Jamais esqueço esta afirmação dos mesmos na ocasião: não queremos ver o que está bem, porque está bem, mas sim alertar para o que está mal. Apesar de tudo, não é este o lema do Estepilha: denunciamos o que está mal mas também elogiamos. E se erramos, assumimos o erro.
Temos recebido muitos alertas de pessoas que entendem que só através da denúncia se podem corrigir certas situações.
A situação que apresentamos hoje refere-se a um local que foi durante mais de uma dezena de anos alvo de sucessivos alertas dos órgãos de informação: denunciava-se como uma “bomba relógio” a colocação dos depósitos de gás no viaduto de acesso das ruas do Anadia para Oudinot, nas duas margens da ribeira de João Gomes. Desde há muito que essa preocupação deixou de existir.
Porém, leitores nossos alertaram-nos recentemente para o estado desse ajardinado “capim” que em nada dignifica numa área comercial  no centro do Funchal.
O Estepilha pensa que esta não é exactamente “terra de ninguém”, embora esteja em cima de uma ribeira. A Camara do Funchal deveria, parece-nos, assumir essa limpeza e colocar este recanto mais atractivo aos olhos dos que por ali passam. Ao Governo Regional ompete retirar o cartaz colocado em pleno jardim…