Albuquerque não intervém no futebol, as SADs são “livres e soberanas”

O presidente do Governo Regional disse hoje que  que não intervirá de algum modo na participação dos clubes de futebol madeirenses no Campeonato Nacional. “O presidente do Governo não interfere no futebol. Eu tenho a missão de assegurar um quadro legal de apoios, que está perfeitamente definido para o desporto, nas suas diversas modalidades, disse. De resto, postulou, as SADs são “livres e soberanas para tomar as decisões no campo desportivo”.

O que o GR deve assegurar é que aquilo que está no quadro da lei de apoio ao desporto é cumprido.

“Aliás, houve agora uma alteração para facilitar a vida dos próprios clubes na dotação financeira que os clubes de alta competição regional e nacional recebem”, sublinhou. Quanto a prestações dos clubes, disse que “como adepto, não tenho sentimentos”.

O chefe do Executivo madeirense falava aos jornalistas durante uma visita ao Instituto Oftalmológico Munoz Trindade, na Rua Conde Canavial, nº 13, no Funchal.

Miguel Albuquerque falava à margem de uma visita ao Instituto Oftalmológico Munoz Trindade, na Rua Conde Canavial, no Funchal.

Na ocasião, considerou sua obrigação fazer visitas às empresas, que, conforme disse, são a “pedra angular, o sistema vascular da nossa economia”. Sem elas, disse, não há crescimento económico, não há emprego, nem rendimento para os cidadãos. “E temos que auscultar os empresários, saber quais são as carências, necessidades fundamentais e desafios”, acrescentou, “para podermos tomar decisões”.

Esta, referiu, é a segunda clínica privada que visita, o que, afirmou, tem também um significado político: o de que a medicina privada é um complemento fundamental do sistema regional de saúde pública. São parceiros (…)”. O sector privado na Madeira, elogiou, está na vanguarda, “com os melhores médicos e tecnologias”.

Questionado, por outro lado, pelos jornalistas sobre críticas dos socialistas à revisão do estatuto do gestor público, por entender que poderá criar situações pouco claras em relação a salários, Miguel Albuquerque considerou tais preocupações “política ressabiada, de caluniazinha, aquela coisa medíocre que vai levar este PS à irrelevância regional”.

“Nós apresentámos a lei precisamente para estabelecer limites na remuneração dos gestores públicos”, justificou. “Eu, como cidadão, não tenho inveja de ninguém que tenha mais dinheiro do que eu”, referiu. Mas, garantiu, a lei foi apresentada exactamente para pôr em prática “o contrário do que está a ser dito” pelo PS.