Estepilha: o avalista era a criada…

Rui Marote
Os tempos mudam e nenhum partido está imune aos escândalos… O CDS era conhecido pelo partido dos ricos e dos fascistas.
Nos primeiros anos da sua implantação na Região era um partido que vivia de esmolas. Nunca vi nenhum rico doar um escudo ao CDS e pagar quotas.
Na altura das campanhas eleitorais, os bancos não nos emprestavam nada porque ninguém queria ser avalista.
Recorremos sempre a um militante que estava sempre disposto em nos emprestar dinheiro, mediante juros.
O avalista era a criada do financiador e o banco a Caixa Económica do Funchal.
A dívida prolongava-se até nova campanha, em que voltávamos a “tocar a mesma música. “Não há dinheiro…”
Veio o período das vacas gordas e o partido gastou o que tinha e o que não tinha. Quando alguém está no poleiro, não falta quem queira ajudar, e as doações chegavam de outras maneiras, não em cheques “como anjinhos de asas”, mas em envelopes pardos com dinheiro vivo.
Hoje o partido está cheio de “submarinos” e nem tem porta-aviões. Abundam muitos “Miguéis de Vasconcelos” escondidos no guarda-fato, aguardando para ser jogados pela janela fora. Falta-nos o Egas Moniz…
Estepilha, não foi este o partido que ajudei a fundar, que envia comunicados á imprensa assinados pelo funcionário do grupo parlamentar, porque ninguém quer dar a cara….