Cães farejadores na RAM para detectar quem tem Covid-19

O chefe do Governo madeirense disse que será em breve implementado na Madeira um projecto piloto utilizando cães farejadores de infectados com Covid-19. “Estes cães estão dotados da capacidade de detectar se uma pessoa é ou não portadora do vírus”, garantiu Miguel Albuquerque hoje, em declarações aos jornalistas prestadas à margem de uma visita a uma exposição. É uma metodologia que está já a ser utilizada em alguns países, que “tem uma grande fiabilidade” e que a Madeira quer ensaiar. “Pode resultar”, admite. Para começar, deverão vir dois cães, disse, que deverão “trabalhar” no Aeroporto.

Comentando a actual situação de Covid-19, Miguel Albuquerque referiu que não serão adoptadas nenhumas medidas mais restritivas para Machico, concelho onde actualmente a situação pandémica é pior na Madeira, alegando que não há surtos descontrolados. Por outro lado, adiantou que vai ser avaliado o impacto da reabertura das actividades lectivas presenciais para todos os ciclos. A testagem dos alunos, disse, dá uma certa segurança da reabertura. Com a reabertura das aulas, está estimado que 58 mil pessoas circulem; a avaliação do impacto só poderá ocorrer 15 dias depois, explicou. Considerou, por outro lado, que a vacinação na RAM está a correr bem, até agora.

Instado a comentar porque há regras diferentes para a lotação de igrejas e salas de espectáculos, respondeu simplesmente que “é porque são circunstâncias diferentes”. “Não são iguais”, acrescentou. As igrejas, recorde-se, podem ter até metade da capacidade, enquanto que as salas de espectáculos só podem ter 5 pessoas lá dentro, o que tem naturalmente afectado seriamente todos os que trabalham no sector cultural.

Questionado sobre se queria comentar os maus resultados apresentados recentemente no futebol por Marítimo e Nacional, recusou com um “não” temperado por alguns risos entredentes.