Albuquerque pede atenção especial às RUP no contexto europeu

O presidente do Governo Regional, Miguel Albuquerque, defendeu hoje que para haver uma efectiva recuperação das economias ultraperiféricas, será necessário o empenho máximo conjunto e coordenado da Comissão, dos Estados-Membros e das próprias Regiões. Para tal, diz, terá carácter decisivo o Plano de Recuperação e Resiliência europeu, sublinhando a prioridade que deve ser dada ao emprego e aos transportes.

Albuquerque falava nesta manhã, a partir da Quinta Vigia, através de vídeo conferência, no âmbito da reunião do Bureau Politico da CRPM, Conferência da Regiões Periféricas e Marítimas da União Europeia, do qual é membro eleito.

No quadro desta participação, foi orador no painel de reflexão política sobre as perspectivas de recuperação da União Europeia e sobre a visão da Regiões e territórios quanto ao modo como essa recuperação poderá vir a acontecer e expectativas no momento presente.

Neste  painel intervieram, para além de Miguel Albuquerque, Eugenio Giani, o Presidente da Toscânia, região Italiana e vice Presidente da CRPM, Ernest Urtasun, deputado europeu, Georgios Patoulis, Governador da Região grega  de Attiki, Paula Fernández Viaña, Ministra Regional da Justiça e Assuntos internos e eExternos da Cantábria – Espanha, Jesper Skalberg Karlsson, Governador da Região de Gotland, Suécia.

Também participou nesse debate Elisa Roller, Chefe de Unidade da Comissão Europeia e membro da Task Force do programa de Recuperação e resiliência.

Na reunião, Miguel Albuquerque assumiu que, «se o crescimento e o emprego estão entre as preocupações centrais dos Planos de Recuperação, então será devida uma especial atenção às regiões mais dependentes dos sectores mais afetados pela crise como o turismo, em particular as mais vulneráveis», entre as quais se encontra a Região.

«É preciso assinalar também que, para haver recuperação efetiva numa região com as características da minha, é necessário igualmente atender ao sector dos transportes, que é absolutamente crítico. É preciso investir no aumento da segurança e da confiança na deslocação», preconizou.

Isto porque, «para além da dependência óbvia no caso do turismo, questões básicas como o abastecimento de bens essenciais, designadamente alimentares e medicamentos, ou o acesso equitativo aos cuidados de saúde dependem do desempenho deste sector»

Reiterando o caráter decisivo que o Plano apresenta para a Europa no actual contexto e para a Região a que preside, Miguel Albuquerque lembrou que o cenário enfrentado na Região Autónoma da Madeira, bem como noutras regiões europeias e, particularmente nas Regiões Ultraperiféricas, é muito gravoso.