Albuquerque queixa-se do “surrealismo” dos dados da DGS relativos à Madeira

foto de arquivo

O chefe do Executivo madeirense classificou as constantes discrepâncias entre os números da Direcção Regional de Saúde e os da Direcção Geral de Saúde, relativas à Covid-19 no arquipélago, como “um problema sem solução”, e “surrealistas”.

“Os números que são dados pela DGS não correspondem àqueles que são apurados na Madeira” e “tiram credibilidade à próxima instituição”.

“Se calhar sou pouco inteligente, mas não consigo perceber como é que eles chegam àqueles números”, ironizou Miguel Albuquerque, em declarações prestadas no âmbito de uma vista ao projecto “Nómadas Digitais”, na Ponta do Sol. O pior, admitiu, é que tais números “afectam a imagem da Madeira, pois parece que isto está tudo de pernas para o ar e não está. E também afecta a imagem da DGS”, lamentou.

Albuquerque considerou quanto à situação da pandemia na RAM, que as medidas actuais estão adequadas ao período da Páscoa. Em princípio, disse, não haverá grandes alterações. Quanto à obrigatoriedade de teste PCR para ir ao Porto Santo, quer por meio aéreo, quer marítimo, é para manter, avisou. Considerou, por outro lado, que o a “Ilha Dourada” é uma região “muito susceptível a surtos”. Por isso, tem de se manter uma série de medidas cuidadosas.

O presidente do Governo Regional, considerou, por outro lado, e a respeito da visita efectuada, que a aposta nos “Nómadas Digitais” é “um sucesso”, tendo ultrapassado largamente as expectativas. O governante acredita no potencial de crescimento exponencial desta iniciativa. “Temos condições para a Madeira se transformar numa referência” nesta área de teletrabalho, afirmou, junto dos ditos “nómadas digitais”, muitos dos quais trabalham para multinacionais proeminentes. A RAM pretende continuar a criar ainda melhores condições de atractibilidade. Trata-se de um novo conceito de turismo que, na sua perspectiva, muito pode beneficiar a Região.