Editorial: O FN errou

O Funchal Notícias (FN) noticiou a 3 de março último que Ireneu Barreto não seria o próximo Representante da República.

Na origem de tal notícia esteve uma fonte de informação que, até agora, reputávamos de fidedigna.

A notícia foi elaborada num contexto de discussão sobre a continuidade, ou não, no cargo e sobre possíveis nomes para o exercício de tais funções.

Ontem a agência Lusa noticiou que Ireneu Barreto será reconduzido no cargo, tal como o seu congénere dos Açores.

O despacho de nomeação só será publicado após a posse de Marcelo Rebelo de Sousa que acontece a 9 de março.

Ora, a situação, em ato de contrição, fez-nos recordar de dois princípios basilares do jornalismo. A primeira é a ideia segundo a qual há notícias e fontes que, tal como os elementos da tabela periódica, podem ser sólidas, líquidas e gasosas. Esta revelou-se claramente gasosa.

A segunda ideia é de inspiração religiosa e diz-nos que tal como nos Sacramentos [batismo, eucaristia, reconciliação (ou penitência), unção dos enfermos, ordem e matrimónio] o mais inportante em jornalismo é o Sacramento da Confirmação.

O saudoso jornalista Óscar Mascarenhas dizia, em 2002, que, “no caso de fonte confidencial, é o jornalista o escudo da fonte, não a fonte o escudo do jornalista”. O mesmo é dizer que, para o bem e para o mal, é o jornalista que protege a fonte arcando com as consequências de uma informação errada.

Quem nunca errou que atire a primeira pedra!

Aos leitores e aos visados, as nossas desculpas.