O chefe do Executivo madeirense, um ano passado sobre o início da pandemia da Covid-19 no mundo, enalteceu “a capacidade e a responsabilidade do nosso povo”. Nos momentos críticos, disse, os madeirenses e porto-santenses tiveram “um comportamento exemplar”.
Foi graças ao mesmo, adiantou, que “não tivemos consequências mais graves”.
Miguel Albuquerque falava hoje por ocasião de uma visita à empresa de automação e manutenção industrial, ElectroFlow, no Caminho do Pilar, nº 19, na qual se fez acompanhar pelo secretário da Economia, Rui Barreto.
E adiantou que, se algo a pandemia ensinou aos madeirenses, foi também a necessidade de terem “maiores poderes de decisão no campo da política”. A autonomia, entende, deve facultar poderes de decisão na área sanitária, na área da mobilidade e nas infraestruturas vitais, como por exemplo o Aeroporto”.
Insistiu como uma lição, mas essa universal, retirada da pandemia, na necessidade de “auto-suficiência alimentar e industrial”. Tudo isso está em revisão, como o está a produção de medicamentos.
Relativamente à aplicação do Plano de Resiliência, declarou “estar em articulação” com o presidente da Região Autónoma dos Açores. Foi já acertado que, para os fundos das empresas, sejam aplicados 140 milhões para os Açores, e 130 para a Madeira. Ontem, disse, o GR reclamou porque os 130 milhões para a RAM não perfazem os combinados 5% para cada Região, compromisso do Governo central, “uma vez que o montante do fundo para Portugal aumentou (…) Nós precisávamos de 146 milhões de euros para as empresas, para dar os 5% para a Madeira”.
Por outro lado, disse ter transmitido ao primeiro-ministro a necessidade deste plano contemplar as acessibilidades marítimas da Madeira, incluindo os portos e marinas, e a indústria naval. Ontem, Açores e Madeira deixaram clara a necessidade deste forte investimento no mar.
Sobre os almoços partidários na Quinta Vigia, e questionado sobre a polémica que os mesmos têm gerado, respondeu laconicamente: “Eu tenho ido almoçar a casa”.
Novamente questionado pelos jornalistas sobre o rally e os arraiais, e sendo que os grandes eventos estão proibidos até Setembro, respondeu que “não estão proibidos, não os podemos realizar por uma questão de saúde pública”. Porém, não descarta totalmente a possibilidade de realização da prova automobilística, mas deixa entrever que a realização da mesma no Verão será pouco provável.
Adiada a Festa da Flor, declarou esperar regressar logo que possível aos grandes eventos. “Se se mantiver o ritmo de entrega de vacinas, esperamos ter a população vacinada em Setembro”, adiantou. Com imunidade de grupo, “nada impede que se possam fazer eventos com ajuntamentos”, se bem que com regras, acrescentou.
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