CDU aponta “inércia” na resolução de problemas resultantes da aluvião de há 11 anos

A CDU realizou denunciou hoje em conferência de imprensa a inércia do Governo Regional e da CMF na resolução dos problemas que ainda hoje afectam as populações de várias localidades, passados 11 anos da aluvião de 20 de Fevereiro de 2010.

A deputada municipal Herlanda Amado, afirmou nesta iniciativa que, “11 anos depois da catástrofe que assolou a Madeira a 20 de Fevereiro de 2010, incompreensivelmente muito ainda está por fazer. Apesar das muitas promessas que vêm sendo prolongadas no tempo, a verdade é que ainda existem localidades que até hoje não foram alvo de qualquer intervenção, de forma a garantir a segurança de pessoas, bens e infraestruturas”.

A CDU aponta que esta catástrofe deixou marcas profundas na vida das populações de muitas localidades, marcas que se prolongam no tempo e que ainda hoje permanecem na memória individual e colectiva.

No Funchal, ainda permanecem exemplos de intervenções prioritárias que tardam em ser concretizadas, sendo disso exemplo localidades como o Poço do Morgado, o Curral Velho, o Caminho do Moinho, os Três Paus, na freguesia de Santo António, que continuam a necessitar de intervenções de fundo urgentes para garantir a segurança de pessoas e bens

A canalização da Ribeira de João Gomes, canalização do Ribeiro do Trapiche, em Santo António, na extensão compreendida entre o Caminho do Laranjal até à estrada Comandante Camacho de Freitas, a consolidação da escarpa no Poço Morgado, ou ainda a canalização do Ribeiro Chega na freguesia do Imaculado Coração de Maria, fazem parte de uma lista de localidades e sítios que vivem em constante sobressalto, quando a chuva aumenta de intensidade, porque sabem que o perigo continua à espreita, 11 anos depois da catástrofe que nos atingiu a todos.

Existem cidadãos que vivem em habitações que estão situadas em zonas de risco, e esperam e desesperam para que sejam feitas obras que garantam a sua segurança; sempre que chove com mais intensidade, ficam na angústia e na incerteza do que pode vir a acontecer, traumatizados pelos trágicos acontecimentos vividos há 11 anos.

É importante referir que grande parte do que falta fazer em relação aos danos do referido temporal é, em primeiro lugar, da responsabilidade do Governo Regional e que, em nosso entender, inverteu as prioridades, pois preferiu, em algumas situações, construir ou reconstruir o acessório em vez de se focar no fundamental.

“Desde o primeiro momento que temos exigido que as verbas da Lei de Meios fossem utilizadas no sentido de ser salvaguardada a segurança das populações afectadas pela catástrofe que se abateu sobre a Madeira, o que em nosso entender não aconteceu”, dizem os comunistas.

A Lei de Meios, que contemplava milhões de euros para a recuperação e reconstrução das áreas afectadas, era para ser executada em 4 anos, mas já se passaram 11 anos e muito ainda está por fazer.

Para a CDU, é importante e urgente que se concretize o esforço de reconstrução nas localidades verdadeiramente atingidas. “Nos vários órgãos onde temos eleitos, seja no parlamento regional ou na assembleia municipal, continuaremos a envidar todos os esforços para que todas as localidades afectadas, não sejam esquecidas, exigindo da parte das entidades competentes a sua urgente resolução”, salienta esta força política.