PS vê “chumbo” do Orçamento da CMF como um castigo aos funchalenses

A concelhia do Funchal do PS lamenta a reprovação, por parte da oposição, do Orçamento Municipal para 2021, verificada em Assembleia Municipal. O presidente da Concelhia, Gonçalo Jardim, critica esta atitude dos partidos da oposição, a qual vê como um ataque aos munícipes do Funchal e põe em causa os projectos da autarquia visando melhores condições de vida para a população.

Saliente-se que o Orçamento Municipal do Funchal para 2021 situava-se nos 104 milhões de euros, mais sete milhões do que o deste ano. Numa conjuntura marcada por grandes dificuldades, acentuadas pela pandemia, o chumbo do orçamento põe em causa cerca de 30 milhões de euros de investimentos públicos, referem os socialistas.

“Ao inviabilizarem o documento, os partidos da oposição colocam em risco o apoio social aos mais carenciados, o investimento nas melhorias habitacionais e na construção de novos fogos de habitação social – para o qual estava destinada uma verba de 1,5 milhões de euros –, a atribuição de bolsas de estudo aos estudantes do ensino superior, a distribuição de manuais escolares e a realização de diversas obras nas zonas altas do Funchal, inclusive em freguesias que são governadas por juntas de freguesia do PSD. Deste modo, a oposição inviabiliza investimentos em prol do bem-estar da população que tanto diz defender”, consideram os socialistas.

“Por outro lado, não se entende como é possível reprovar investimentos de substituição e reparação de redes de água potável, de modo a controlar as perdas e prestar um melhor abastecimento aos munícipes. Refira-se que, só no que se refere a obras relacionadas com água potável, águas pluviais e saneamento básico, a atitude irresponsável da oposição coloca em causa mais de 10 milhões de euros de investimento”.

O PS acusa o PSD e o CDS de terem decidido castigar todos e todas as funchalenses, chumbando o orçamento e privando-os desta ferramenta essencial para o governo da autarquia. Os socialistas sublinha que, “mesmo manietado pelos constrangimentos de ter de governar com base no orçamento de 2019, o executivo municipal nunca baixou os braços”.

Se, há um ano, não se adivinhava o que viria a ser 2020 e as dificuldades trazidas pela pandemia, agora “não há qualquer desculpa para esta atitude de desprezo para com a democracia”, lamenta Gonçalo Jardim.