ALRAM cancela trabalhos por causa do luto nacional devido à morte de Eduardo Lourenço

A Assembleia Legislativa da Madeira anunciou que, dando cumprimento ao ponto 1 do Artigo 60º do Regimento da ALRAM, que diz que “a Assembleia Legislativa funciona todos os dias que não sejam sábados e domingos, feriados e dias de luto nacional ou decretado pela Região Autónoma da Madeira”, o Parlamento madeirense cancelou a sessão plenária, a Conferência dos Representantes dos Partidos e ainda as reuniões da 5.ª Comissão Especializada de Saúde e Assuntos Sociais, marcadas para amanhã, devido ao Luto Nacional decretado pela morte do ensaísta Eduardo Lourenço.

O plenário voltará a reunir-se na próxima quinta-feira, às 09 horas, e a Conferência dos Representantes dos Partidos  às 11 horas do mesmo dia, 3 de Dezembro.

O presidente da Assembleia Legislativa da Madeira, José Manuel Rodrigues, manifestou hoje publicamente o seu “profundo pesar” pelo falecimento do ensaísta Eduardo Lourenço.

Eduardo Lourenço, refere uma nota da ALRAM, foi um confesso grande admirador da Madeira, que por diversas vezes visitou, e do desenvolvimento operado pela Autonomia, assegura José Manuel Rodrigues.

“Atento aos grandes debates do nosso tempo, fez da Cultura trampolim para as mais altas reflexões filosóficas, religiosas e ideológicas.

Herberto Helder e José Agostinho Baptista foram dois dos escritores madeirenses reconhecidos pelo pensador, que também se distinguiu como crítico literário e escritor, tendo passado pelo Festival Literário da Madeira, projetando-o ainda mais no panorama cultural português, e pelo Congresso Internacional Jardins do Mundo, realizado em 2007 no Funchal.

De Eduardo Lourenço pode dizer-se que fez do pensamento a sua segunda pátria, tenho sido um dos mais importantes ensaístas e intelectuais de Portugal.

Foi ainda professor, filósofo e um interventor cívico reconhecido e distinguido por quatro vezes com ordens nacionais.

Entre as várias distinções recebidas pelo Professor Eduardo Lourenço, destacam-se ainda o Prémio Camões (1996) e o Prémio Pessoa (2011)”, conclui o comunicado.